Sexta-feira, 23 de outubro de 2026 · São Paulo

Projeto cria política de fiscalização aérea contra maus-tratos a animais

A proposta prevê adesão voluntária de estados e municípios ao uso de drones e inteligência artificial na proteção animal.

Em resumo

  • O Projeto de Lei 3232/26 cria a Política Nacional de Fiscalização Aérea Remota para a Proteção Animal.
  • A proposta prevê o uso de drones com sensores e inteligência artificial para combater maus-tratos a animais.
  • O projeto tramita em caráter conclusivo na Câmara e ainda precisa ser aprovado pelo Senado para virar lei.

O Projeto de Lei 3232/26 cria a Política Nacional de Fiscalização Aérea Remota para a Proteção Animal na Câmara dos Deputados. A proposta prevê a adesão voluntária de estados, Distrito Federal e municípios. O objetivo é utilizar aeronaves não tripuladas e tecnologias de sensoriamento remoto para prevenir e combater maus-tratos contra animais, inclusive em locais de difícil acesso.

A política estabelece diretrizes para o uso desses equipamentos na fiscalização e na identificação de possíveis situações de maus-tratos. A proposta prevê o uso de drones equipados com sensores ópticos, térmicos ou acústicos e sistemas de inteligência artificial, além da integração e do compartilhamento de informações entre órgãos ambientais, forças de segurança, órgãos de defesa agropecuária e entidades de proteção animal.

O texto estabelece, ainda, a capacitação de agentes públicos para operar os equipamentos e interpretar os dados coletados. Também prevê a criação de protocolos para a coleta, o tratamento e a guarda das informações, com o objetivo de garantir a integridade e a confiabilidade dos dados.

O autor da proposta, deputado Célio Studart (PSD-CE), lembrou que as situações de maior gravidade frequentemente ocorrem em locais de difícil acesso onde a fiscalização tradicional em solo é morosa, custosa e, por vezes, arriscada para a integridade dos agentes públicos.

“O emprego de aeronaves não tripuladas e de tecnologias de sensoriamento remoto apresenta-se, nesse cenário, como ferramenta capaz de ampliar o alcance e a eficiência da atuação estatal”, afirmou Célio Studart.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo pelas comissões será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado também pelo Senado.

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