Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 · São Paulo
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Comissão aprova acessibilidade em páginas de escolas na internet

Projeto obriga escolas públicas e privadas a garantirem acessibilidade na internet, sem repassar custos para mensalidades.

Em resumo

  • Comissão de Educação aprova projeto que obriga escolas públicas e privadas a terem acessibilidade na internet.
  • Escolas privadas ficam proibidas de repassar custos para matrículas, mensalidades e anuidades.
  • O texto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em caráter conclusivo.

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, no dia citado pela tramitação, projeto de lei que obriga instituições de ensino, públicas e privadas, a assegurar acessibilidade em todo o conteúdo público divulgado na internet. O texto aprovado é a versão do relator, deputado Diego Garcia (União-PR), ao Projeto de Lei 969/21, da ex-deputada Edna Henrique (PB), e um apensado. O texto original determinava apenas a tradução dos portais escolares para o sistema braile. A proposta altera a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

As instituições privadas deverão cumprir a exigência sem repassar custos. Fica proibida a cobrança de qualquer adicional em matrículas, mensalidades e anuidades.

Tecnologias assistivas

Diego Garcia manteve o entendimento da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de que a internet exige ferramentas digitais mais amplas que o braile impresso. No parecer, ele destacou a análise da comissão anterior. “A acessibilidade de aplicações na internet pode se dar, por exemplo, com o uso de softwares leitores de telas, que convertem o conteúdo escrito em voz. O braile é apenas um entre os formatos acessíveis de leitura”, escreveu o relator.

Próximos passos

O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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