Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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Combates no Iêmen deixam 800 mil pessoas sem ajuda humanitária

Intensificação de confrontos no Iêmen corta auxílio a 800 mil pessoas e desloca mais de 200 mil, segundo agências da ONU.

Em resumo

  • Cerca de 800 mil pessoas ficaram sem acesso à ajuda humanitária devido aos combates no Iêmen.
  • Mais de 200 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas desde o início da nova onda de confrontos.
  • Os estoques de farinha de trigo estão quase esgotados, segundo o Programa Mundial de Alimentos.

A intensificação dos combates em diferentes frentes no Iêmen interrompeu o acesso à ajuda humanitária para cerca de 800 mil pessoas, alertou o PMA (Programa Mundial de Alimentos) nesta quarta-feira (14). Mais de 200 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas desde o início de uma nova onda de confrontos no país nas últimas semanas.

Segundo a OIM (Organização Internacional para as Migrações), da ONU (Organização das Nações Unidas), os combates envolvem os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, e forças do governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita.

Os serviços de saúde do Iêmen, debilitados por mais de uma década de conflito, crise econômica, deslocamentos populacionais e surtos de doenças, podem ter capacidade limitada para atender a um novo aumento no número de vítimas caso os confrontos se intensifiquem ainda mais, alertou o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).

Segundo o PMA, os combates também interromperam o acesso à assistência humanitária essencial para cerca de 800 mil pessoas em Taiz, a terceira maior cidade do país, que atualmente recebe o maior número de pessoas que fogem da violência, e em outras áreas afetadas pelo conflito. Alguns distritos estão inacessíveis devido aos confrontos e ao fechamento de estradas.

O PMA alertou ainda que os estoques de farinha de trigo estão quase esgotados e que os alimentos restantes nos mercados locais podem durar pouco tempo.