Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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Projeto prevê até 8 anos de prisão para fraude por desconto indevido em folha

Proposta em análise na Câmara criminaliza cobranças não autorizadas em salários, aposentadorias e pensões, alterando também o Código Penal.

Em resumo

  • O Projeto de Lei 3312/26 estabelece pena de 4 a 8 anos de prisão e multa para descontos indevidos em folhas e benefícios.
  • A pena pode aumentar de um terço ao dobro se a fraude usar empresas, sindicatos, associações ou plataformas digitais.
  • A proposta de Fred Linhares altera o Código Penal, a Lei de Combate ao Crime Organizado e a Lei de Lavagem de Dinheiro.

O Projeto de Lei 3312/26, de autoria do deputado Fred Linhares (Republicanos-DF), estabelece pena de reclusão de quatro a oito anos, além de multa, para quem cometer fraude mediante desconto indevido em folhas de pagamento, benefícios previdenciários ou assistenciais, pensões e proventos. A matéria está atualmente em análise na Câmara dos Deputados e criminaliza a obtenção de vantagem ilícita por meio da inserção, autorização ou cobrança não autorizada no salário ou benefício da vítima.

Segundo o texto da proposta, a punição estipulada poderá ser aumentada de um terço ao dobro se o crime for cometido com a utilização de pessoas jurídicas, sindicatos, associações ou plataformas digitais. O objetivo da majoração é punir a tentativa de dar aparência de legalidade à cobrança irregular.

Quais leis o projeto altera?

Visando endurecer as punições contra a prática e garantir proteção à renda dos cidadãos, a proposta altera o Código Penal, a Lei de Combate ao Crime Organizado e a Lei de Lavagem de Dinheiro.

Na justificativa da proposta, o autor ressaltou que os descontos indevidos em folha dificultam a percepção imediata pela vítima por serem cobranças mensais, automatizadas e, em geral, de baixo valor unitário.

“Aquele que ataca o salário, a aposentadoria, a pensão ou o benefício de uma pessoa não pratica apenas uma fraude patrimonial comum. Lesa a dignidade da vítima, a capacidade de pagar as despesas básicas”, afirmou o parlamentar.

Quais são os próximos passos da proposta?

Em relação aos próximos passos do trâmite legislativo, o projeto será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, a matéria será votada pelo Plenário. Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.