O Projeto de Lei 3153/26 propõe a criação do Sistema Nacional de Informações sobre Crianças e Adolescentes em Situação de Orfandade (Sisorf), com o objetivo de reunir informações, acompanhar a situação desses jovens e integrar políticas públicas destinadas à proteção daqueles que perderam um ou ambos os pais em todo o país.
Entre os objetivos do sistema estão mapear o número e o perfil de crianças e adolescentes em situação de orfandade, além de apoiar a criação, a execução e a avaliação de políticas públicas que envolvam diferentes áreas do governo. A proposta também visa garantir acesso prioritário a serviços de saúde, educação e assistência social, bem como a direitos previdenciários.
Pelo texto, o cadastro reunirá informações sobre a identificação das crianças e dos adolescentes, a situação socioeconômica da família, a guarda ou o acolhimento, o acesso a benefícios assistenciais e o desempenho escolar. Hospitais, conselhos tutelares, unidades de assistência social, varas da infância e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverão alimentar o cadastro.
As informações registradas poderão ser usadas para garantir prioridade de acesso a vagas em creches e escolas e a programas sociais, além de apoiar o acompanhamento psicossocial das crianças e dos adolescentes.
A autora do projeto, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), afirma que a falta de um cadastro unificado dificulta o atendimento rápido de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
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“O sistema pode viabilizar a prioridade constitucional de proteção à infância. Saber quem são, onde estão e do que precisam esses jovens permite que a rede pública atue de forma integrada assim que a orfandade é identificada”, diz a deputada.
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



