O Ibovespa B3 acompanhou o exterior no pregão de hoje e ficou no vermelho, puxado principalmente pelo desempenho da Vale (VALE3). A principal referência do mercado acionário brasileiro recuou 1,15%, aos 204.120,12 pontos, nesta quinta-feira (22).
No cenário local, os investidores acompanham o vai e vem das eleições, seja em pesquisas ou notícias. A cautela prevaleceu no penúltimo pregão antes da definição do próximo presidente brasileiro nos próximos quatro anos.
Além disso, a arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.
No exterior, o minério de ferro em baixa levou a Vale (VALE3) a mais uma baixa na semana, com queda de 3,97%, chegando a quase 12% de recuo só este mês. Mais uma escalada no conflito no Oriente Médio também elevou os preços do petróleo e aumentou a aversão a risco do mercado.
“Lá fora, o clima mais pesado reduz a disposição para assumir risco. Nova York cai, com a tecnologia sofrendo mais depois dos resultados de grandes empresas do setor, e a falta de números e de declarações de membros do Fed antes da reunião dá mais espaço ao noticiário do Oriente Médio”, afirmou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 206.493,11 pontos na máxima intradiária e 203.051,87 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 39,5 bilhões.
O ajuste com a cautela no Brasil fez a moeda norte-americana variar positivamente, mesmo que de maneira leve, ante o real. No fim do dia, o dólar comercial ganhou 0,22%, a R$ 5,03.
Os índices das bolsas de Nova York fecharam mistos, com os investidores avessos ao risco de olho na alta do petróleo e nos balanços de tecnologia. Assim, no pregão, o Dow Jones valorizou 0,02%, o S&P 500 perdeu 1,21% e o Nasdaq caiu 2,60%.



