Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 · São Paulo
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Publicidade
Publicidade

Comissão aprova comunicação de registro de nascimento sem o nome do pai

Projeto torna obrigatória a notificação à Defensoria, ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar em casos de ausência de paternidade no registro civil.

Em resumo

  • A Comissão de Previdência aprovou o projeto que notifica órgãos de proteção sobre registros de nascimento sem o nome do pai.
  • A comunicação exige autorização da mãe e será imediata e prioritária quando a genitora for menor de 18 anos.
  • A proposta segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e precisa de aprovação na Câmara e no Senado.

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a comunicação de registros de nascimento sem identificação de paternidade à Defensoria Pública, ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar. A medida visa facilitar o acesso desses órgãos a informações essenciais para a proteção dos direitos da criança.

Conforme o substitutivo aprovado, a autorização da mãe será colhida no momento em que o registro civil for realizado. Nos casos em que a genitora for menor de 18 anos, a comunicação aos órgãos de proteção deverá ocorrer de forma imediata e prioritária.

A proposta altera a Lei dos Registros Públicos e condiciona o compartilhamento das informações à autorização expressa da mãe ou do representante legal da criança, respeitando as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Direitos e prazos

O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Meire Serafim (União-AC), para o Projeto de Lei 4593/24, de autoria do deputado Jonas Donizette (PSB-SP). O parecer da relatora cita a existência de leis estaduais similares em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

“A proposta permite que a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Conselho Tutelar tenham acesso mais célere às informações relativas a registros sem identificação de paternidade, possibilitando atuação ativa e articulada em favor das crianças e de suas famílias”, afirmou a deputada Meire Serafim.

Pelo substitutivo, o oficial de registro deverá informar à mãe sobre a possibilidade de reconhecimento voluntário da paternidade, a realização de averiguação administrativa e a existência de serviços oferecidos pela Defensoria Pública.

Próximos passos

A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto terá de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Siga o portal
Publicidade
Publicidade
Publicidade