Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 · São Paulo
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Comissão aprova criação de programa nacional de apoio à amamentação em emergências

O Prame visa garantir suporte a lactantes e bebês durante crises, com foco em espaços seguros, água potável e equipes interdisciplinares no SUS e Suas.

Em resumo

  • O Prame visa garantir suporte técnico e humanitário, incluindo espaços seguros e água potável, para lactantes em situações de emergência.
  • O projeto prevê a formação de equipes interdisciplinares no SUS e Suas, acionadas em casos de calamidade pública ou emergência.
  • A proposta segue para análise em comissões temáticas e pode ser votada diretamente no Plenário devido à urgência aprovada.

A Comissão em Defesa dos Direitos da Mulher aprovou o Projeto de Lei 3976/25, de autoria da deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), que institui o Programa Nacional de Apoio ao Aleitamento Humano em Emergências (Prame). A iniciativa tem como objetivo assegurar suporte técnico e humanitário a lactantes e bebês em momentos de crise.

Eixos de atuação

O programa estabelece quatro eixos principais: apoio técnico e humanitário a lactantes e crianças em situações de emergência; criação de espaços seguros e privados para amamentação em abrigos e áreas de acolhimento; fornecimento prioritário de água potável para pessoas lactantes; e prevenção da distribuição indiscriminada de fórmulas infantis, mamadeiras e outros utensílios.

O projeto prevê a criação, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), de equipes interdisciplinares compostas por profissionais de enfermagem, medicina, nutrição e assistência social. A proposta prioriza especialistas em consultoria de amamentação, doulas e profissionais da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.

Atribuições das equipes

As equipes terão atribuições como atuar diretamente em abrigos, postos de triagem e unidades de acolhimento temporário, além de mapear e acompanhar lactantes e bebês em situação de vulnerabilidade e elaborar protocolos de apoio à lactação em articulação com serviços locais. O texto determina que as equipes atuem de forma permanente com ações preventivas, formativas e de vigilância nutricional.

O acionamento das equipes ocorrerá a partir da decretação de estado de emergência ou calamidade pública, sob coordenação do gestor local do SUS em articulação com a Defesa Civil. O Executivo fica autorizado a firmar parcerias com universidades, organizações da sociedade civil, bancos de leite humano, conselhos profissionais e movimentos de mulheres para a capacitação e funcionamento das equipes.

A relatora, deputada Maria Arraes (PSB-PE), apresentou parecer favorável. “Quando se trata de calamidade, as recomendações e ações introduzidas pelo projeto são mais do que pertinentes, servindo de amparo seguro para que as mães estabeleçam, por meio da amamentação regular, laços fortalecidos com os seus filhos”, defendeu.

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Saúde; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Devido à aprovação de urgência, a proposta pode ser analisada diretamente pelo Plenário. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

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