Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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Wolney diz que Flávio Bolsonaro engana pobres com proposta de cortes no Orçamento

Ministro da Previdência afirma que plano de 'tesouraço' do candidato do PL afetará programas sociais e trabalhadores, caso eleito em 2026.

Em resumo

  • O ministro Wolney Queiroz afirmou que a proposta de cortes de Flávio Bolsonaro engana a população pobre e os trabalhadores.
  • A equipe de Flávio Bolsonaro estuda uma PEC para cortar até R$ 250 bilhões do Orçamento caso o senador vença o 2º turno em 25 de outubro.
  • O ministro da Previdência criticou o alinhamento da equipe econômica do candidato do PL com as políticas de austeridade de Javier Milei.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quinta-feira (15.out.2026) que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, está enganando a população pobre e os trabalhadores com sua proposta de cortes no Orçamento a partir de 2027. O plano econômico do senador menciona um “tesouraço” na máquina pública e a implementação de uma nova regra fiscal, embora o documento não apresente detalhes específicos.

“Para o povão, eles dizem que não tem nada disso, que não vai haver esses cortes, que não vai haver esse tesouraço. Então, alguém está sendo enganado. Costumo dizer que ninguém engana o mercado. O mercado não se engana. Portanto, quem está sendo enganado é o povo pobre e o povo trabalhador”, declarou Wolney em entrevista.

Circulam informações de que a equipe econômica de Flávio estaria preparando uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para ser apresentada durante a transição, visando cortar até R$ 250 bilhões do Orçamento. Contudo, integrantes da própria equipe avaliam que a aprovação de tal medida antes da posse, caso o senador vença o 2º turno em 25 de outubro, seria difícil.

Segundo a avaliação de Wolney, o foco do “tesouraço” seriam os programas sociais. O ministro também criticou declarações de Daniella Marques, coordenadora do programa econômico de Flávio, que elogiou o modelo adotado pelo presidente argentino, Javier Milei.

“Ela que organiza a equipe econômica deles e fala que o exemplo de Milei é um bom exemplo para o Brasil. Então, Milei fez esses cortes lá, inclusive congelou aposentadorias. Congelou o bônus que eles têm para os aposentados, que é uma espécie de bônus para não deixar a aposentadoria dos argentinos ser defasada, também foi congelada. Eles [Argentina] fizeram um pente-fino nas concessões de benefícios também, cessando benefícios em larga escala lá. Esse é o modelo que eles [equipe de Flávio] estão planejando para o Brasil”, afirmou o ministro.

O PT e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm criticado as reformas de Milei, especialmente as alterações na legislação trabalhista que permitem a ampliação da jornada de trabalho de 8h para 12h.

Sobre Wolney Queiroz

Wolney Queiroz Maciel, de 53 anos, é natural de Caruaru (PE). Com trajetória política iniciada como vereador, foi deputado federal por 6 mandatos, sempre filiado ao PDT, e atuou como líder da Oposição na Câmara durante o governo de Jair Bolsonaro. Em fevereiro de 2023, assumiu a secretaria-executiva da Previdência Social e, em maio de 2025, tornou-se ministro da pasta após a saída de Carlos Lupi.