Terça-feira, 20 de outubro de 2026 · São Paulo

Redução da jornada beneficia trabalhador e economia, diz Beto Faro

Senador defendeu PEC que reduz jornada de 44 para 40 horas semanais e rebateu temores sobre impactos na economia.

Em resumo

  • Beto Faro defendeu a PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.
  • O senador citou exemplos de países europeus e do Chile que reduziram jornadas.
  • Faro alertou sobre o risco de articulações para derrubar a medida pós-eleições.

O senador Beto Faro (PT-PA) manifestou apoio, em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (14), à proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário. O parlamentar afirmou que a PEC 221/2019 acompanha transformações no mercado de trabalho provocadas pelos avanços tecnológicos e pela inteligência artificial.

O senador também rebateu previsões de que a mudança poderá provocar demissões, aumento da informalidade e dificuldades para micro e pequenas empresas. Ele comparou essas críticas às resistências enfrentadas por outros direitos trabalhistas ao longo da história e citou experiências de redução da jornada in países europeus e no Chile.

— A história cuidou de desmascarar as manobras das nossas elites para sabotar conquistas do povo brasileiro, a exemplo das tentadas para fulminar a PEC do fim da escala 6×1. Ao contrário da pregação feita pela aliança conservadora, segundo estudo citado pela BBC, países como França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia registraram crescimento robusto do PIB entre 1995 e 2007, após reduções de jornada. Até o Chile saiu na nossa frente, ao aprovar, em 2023, a redução da jornada de 45 para 40 horas semanais. Até o momento, não se tem notícias sobre o fim da economia chilena, muito pelo contrário — declarou o senador.

Beto Faro também alertou para a possibilidade de futuras mudanças na PEC. Segundo o parlamentar, apesar do apoio anunciado à proposta por setores que antes se posicionavam contra o fim da escala 6×1, ainda existe o risco de articulações para derrubada da medida após as eleições.