Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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Lula duvida que Congresso mais à direita reverta fim da escala 6×1

Presidente afirmou que medida é uma conquista popular e defendeu a implementação da tarifa zero nos ônibus aos fins de semana.

Em resumo

  • Lula afirmou duvidar que o Congresso mais à direita, a partir de 2027, reverta a proibição da escala 6x1.
  • O presidente defendeu a PEC da tarifa zero nos ônibus aos fins de semana, com custo estimado de R$ 16 bilhões anuais.
  • O governo pretende usar parte das emendas parlamentares para financiar a gratuidade no transporte público aos sábados e domingos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta 2ª feira (19.out.2026) que duvida que a composição do Congresso mais à direita, prevista para 2027, promova alterações no fim da escala 6×1, medida promulgada pelo Legislativo na 6ª feira (16.out). O petista ressaltou que diversas categorias profissionais já operam no regime 5×2.

“Pode, mas eu duvido que tire, porque não é uma coisa do Lula ou não é uma coisa do governo. O fim da escala 6 X 1 foi uma conquista do povo brasileiro”, afirmou o presidente em entrevista ao SBT. Lula pontuou que existe um histórico de resistência a mudanças nas leis trabalhistas voltadas aos empregados, citando a criação da CLT, em 1943, e a oficialização do 13º salário, em 1962.

Ao ser questionado sobre possíveis compensações a setores impactados pela mudança na escala de trabalho, o presidente declarou: “Nessa pátria da qual somos filhos, toda vez que você teve uma conquista para o povo trabalhador, o mundo ia acabar. Foi assim a vida inteira”.

Lula também criticou o setor empresarial. “Olha que engraçado, porque eles querem ter 10 dias para ir para Paris. E no caso do povo pobre, eles acham que vai beber. Não. Se o povo ganhar um pouco mais, ele vai pegar férias e também ele quer passear”, disse.

Tarifa zero de ônibus

Sobre a proposta de tarifa zero nos ônibus aos fins de semana, Lula defendeu a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição). O governo planeja encaminhar o texto ao Congresso nesta semana, antes do 2º turno da eleição presidencial, que ocorrerá em 25 de outubro.

O presidente endossou que o financiamento virá de parte das emendas parlamentares. “Vai ser uma briguinha com o Congresso Nacional, mas isso faz parte da democracia. Todo deputado vai querer fazer uma concessão das suas emendas para que os seus eleitores possam passear no final de semana e visitar parente. Eu, sinceramente, acho que não vai ter problema”, afirmou.

A previsão é de que a medida tenha um custo aproximado de R$ 16 bilhões por ano, valor que, segundo o presidente, será retirado das emendas dos congressistas.