Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 · São Paulo
Publicidade
Publicidade

Israel segue sem vencedor definido e partidos discutem coligações

Apuração em andamento mostra que blocos de Netanyahu e de Eisenkot ainda não alcançaram a maioria necessária no Parlamento israelense.

Em resumo

  • Nenhum bloco atingiu as 61 cadeiras necessárias para a maioria no Parlamento.
  • Partidos árabes alcançaram a marca recorde de 17 cadeiras nas eleições.
  • Contagem de votos termina amanhã (30) e resultados oficiais saem em 4 de novembro.

Com a contagem de votos ainda em andamento, não há vencedor definido nas eleições em Israel. Nem o bloco do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nem o principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar maioria. Com 85% das urnas apuradas, a coligação de Netanyahu garantia 54 dos 120 assentos no Parlamento. Já o bloco de Eisenkot somava 49 vagas.

Por outro lado, os partidos árabes alcançariam a marca recorde de 17 cadeiras, o que levou o líder da coligação de esquerda maioritariamente árabe a defender a criação de “uma verdadeira aliança judaico-árabe”. No entanto, a maior parte da oposição judaica em Israel descartou governar ao lado de partidos liderados por palestinos que, durante a campanha eleitoral, foram alvos de acusações racistas. Netanyahu não se cansou de retratar os cidadãos palestinos como um inimigo dentro do Estado.

Agora, o partido de Benjamin Netanyahu acusa os partidos de maioria árabe de terem “roubado” as eleições. A que se junta o apelo desesperado do ministro da extrema-direita, Ben Gvir, para prender os seus líderes. O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, cita alegações infundadas de interferência estrangeira. A polícia israelense e o comitê central de eleições afirmaram que não há provas de fraude eleitoral.

A previsão é de que a contagem dos votos termine amanhã (30), e os resultados oficiais da eleição sejam formalmente publicados no dia 4 de novembro. Os partidos vão ter que negociar e tentar chegar a uma coligação que tenha maioria no Congresso.

Siga o portal
Publicidade
Publicidade
Publicidade