O governo Trump ofereceu na sexta-feira (7) US$ 20 milhões (cerca de R$ 110 milhões) por quem fornecer informações sobre o programa nuclear do Irã.
A oferta, difundida pelo Comando Central do Exército norte-americano, ocorre em meio a rumores de que o presidente dos EUA, Donald Trump, possa ordenar novos bombardeios de grandes proporções contra o programa nuclear iraniano e após Trump falar que cogita “destruir o resto do Irã” —em referência à guerra no Oriente Médio.
A movimentação ocorre após Trump e outras autoridades do governo dos EUA terem afirmado diversas vezes ao longo dos últimos meses que o programa nuclear iraniano havia sido totalmente destruído —tanto pelo bombardeio surpresa com bombas penetrantes em junho de 2025 quanto na guerra contra o Irã, que já dura oito meses sem previsão de ser finalizada.
Por trás das falas públicas, a Inteligência do governo dos EUA avalia que mesmo após os bombardeios ocorridos durante o conflito, o Irã poderia produzir uma arma nuclear em até um ano. Nos últimos meses, Trump e seu secretário de Guerra, Pete Hegseth, bateram boca por conta da guerra, segundo a imprensa norte-americana.
Trump argumentou que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares e prometeu que o país do Oriente Médio nunca teria acesso a tal armamento.
Na quarta-feira (4), Trump havia afirmado que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato nos EUA, conhecidas como midterms.
O partido do presidente perdeu a maioria na Câmara e no Senado, em um movimento chamado pela imprensa americana de “onda azul”, em referência à cor do Partido Democrata.
Na ocasião, Trump foi questionado se o ataque valeu a pena. Ele respondeu que sim: “Bem, não há escolha… Tem que ser feito. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir.”
A guerra contra o Irã, iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, provocou uma disparada nos preços dos combustíveis, nas passagens aéreas e na inflação geral. Estimativas apontam que a guerra custou o equivalente a até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres americanos, segundo fontes do Pentágono.

















