Moradores encontraram o corpo de um homem com mãos e pés amarrados em uma área de mata no Jardim do Lago, na Zona Oeste de São Paulo, nesta quinta-feira (22). De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima também tinha cortes no rosto e um saco plástico na cabeça. O caso foi registrado como homicídio e ficará sob investigação do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Apesar da sequência de casos e dos boatos que circulam nas redes sociais, a Polícia Civil voltou a descartar que as mortes tenham sido cometidas por um “serial killer”. A principal hipótese dos investigadores é que a maior parte dos crimes esteja relacionada ao crime organizado, especialmente a execuções determinadas em julgamentos do chamado “tribunal do crime”, atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Outros corpos encontrados
Nesta quinta-feira (22), outro corpo foi encontrado na Marginal Tietê, na capital. Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima era do sexo masculino. Na madrugada de quarta-feira (21), a PM encontrou um corpo dentro do porta-malas de um carro abandonado em uma área de mata na Estrada Borba Gato, em Itapecerica da Serra. Segundo informações da ocorrência, a vítima era um homem. O corpo apresentava sinais de tortura e estava envolto em cobertas.
Nos dois dias anteriores, outros dois corpos também haviam sido localizados na cidade de São Paulo. Um deles foi encontrado em uma área de mata de difícil acesso próxima à Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, no Tremembé, na Zona Norte. O outro caso envolve os restos mortais de uma mulher encontrados na Marginal Tietê. De acordo com a investigação, dois homens teriam abandonado o corpo no local.
Dos 19 casos contabilizados anteriormente pela TV Globo, quatro ocorrências foram registradas na Zona Sul da capital, quatro na Zona Leste, três na Zona Norte e duas na Zona Oeste. Outros quatro casos ocorreram em municípios do ABC Paulista. Também houve registros em Embu das Artes e Santana de Parnaíba. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), diversos corpos apresentavam sinais de violência extrema, sendo encontrados amarrados, queimados ou esquartejados.
Perfil das vítimas e investigações
As investigações também buscam identificar todos os mortos. Até agora, a polícia conseguiu determinar que 11 vítimas eram homens e três, mulheres. Em outros cinco casos, o gênero ainda não foi identificado. Segundo o diretor do Núcleo de Perícias da Polícia Civil, a identificação nem sempre pode ser feita pelas impressões digitais, sendo necessário recorrer a técnicas de antropologia e odontologia forense.
Apesar da repetição de ocorrências, o DHPP afirma que não há elementos que indiquem a atuação de um assassino em série. A avaliação é que os casos têm motivações distintas, com a principal linha de investigação baseada no perfil das vítimas, que possuíam antecedentes criminais por delitos como sequestro, roubo, tráfico de drogas e estupro. A polícia afirma que já identificou suspeitos em parte dos casos e pediu à Justiça a prisão de pelo menos um deles.



