Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 · São Paulo
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Comissão aprova uso do Fundo Social no Minha Casa, Minha Vida

Proposta permite compra de móveis e eletrodomésticos para famílias em vulnerabilidade no programa habitacional.

Em resumo

  • A Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou o uso do Fundo Social para móveis e eletrodomésticos.
  • A medida está no Projeto de Lei 3737/24, da deputada Fernanda Pessoa, com substitutivo do deputado Hildo Rocha.
  • O texto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em caráter conclusivo.

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, conforme divulgado em Brasília, proposta que permite usar recursos do Fundo Social para comprar bens móveis de primeira necessidade e eletrodomésticos da linha branca (voltados principalmente para cozinha, lavanderia e conservação de alimentos) vinculados às operações do Programa Minha Casa, Minha Vida.

O texto aprovado é a versão do relator substitutivo, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), para o Projeto de Lei 3737/24, da deputada Fernanda Pessoa (PSD-CE).

Melhoria nas condições de habitação

Para Hildo Rocha, a medida atende às condições de habitabilidade das famílias beneficiárias. “É uma medida alinhada ao conceito contemporâneo de habitação adequada, que abrange não apenas a existência da unidade residencial, mas também as condições mínimas de habitabilidade e dignidade”, afirmou o relator.

A proposta original alterava a Lei 14.620/23 para permitir a compra de móveis e eletrodomésticos com dinheiro do Minha Casa, Minha Vida. O substitutivo altera a Lei 12.351/10 para prever o uso exclusivo do Fundo Social na finalidade.

Preservação de recursos e próximos passos

Hildo Rocha argumentou que utilizar os recursos da habitação poderia desvirtuar o foco do Minha Casa, Minha Vida e reduzir a entrega de novas unidades. Fernanda Pessoa acrescentou que a mudança poderá viabilizar a entrega de moradias em formato semimobiliado, oferecendo melhores condições para quem comprar os imóveis.

O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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