Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 · São Paulo
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Banco francês Crédit Mutuel Arkéa sofre ataque hacker de R$ 615 milhões

Instituição financeira informou que o incidente foi controlado e que as contas dos clientes não foram afetadas pela ação criminosa.

Em resumo

  • O banco francês Crédit Mutuel Arkéa sofreu um ataque hacker estimado em 100 milhões de euros (R$ 615 milhões).
  • A instituição financeira afirmou que o ataque foi controlado e que as contas dos clientes não foram afetadas.
  • O Ministério Público de Paris abriu uma investigação formal sobre o caso, que envolve a conversão de valores em criptomoedas.

O banco regional francês Crédit Mutuel Arkéa comunicou na noite desta quarta-feira (4) que foi vítima de um ataque hacker estimado em cerca de 100 milhões de euros, valor equivalente a R$ 615 milhões. O incidente ocorreu menos de uma semana depois de a gigante das criptomoedas Binance ter sido alvo de uma ação semelhante.

O Ministério Público de Paris confirmou a abertura de uma investigação formal após receber uma denúncia do banco, que é uma filial do grupo Crédit Mutuel com atuação na Bretanha e em outras regiões do oeste da França. As apurações focam em um suposto ataque contra um sistema automatizado de processamento de dados realizado por uma organização criminosa.

Situação controlada

O Arkéa declarou que o “ataque sofisticado procedente do exterior” já foi controlado. De acordo com a instituição, os invasores acessaram a conta para realizar transferências para outros bancos, mas ressaltou que as contas dos clientes não foram prejudicadas.

O montante subtraído foi convertido em criptomoedas através de plataformas especializadas. Embora o banco não tenha confirmado a cifra de 133 milhões de dólares em prejuízo citada pelo jornal Le Télégramme, a instituição indicou que essa é a magnitude dos recursos comprometidos.

“A quantidade afetada pelo ataque, que está sendo avaliada, não é de magnitude suficiente para colocar em risco a saúde financeira e a solidez do grupo”, afirmou o banco.

A fraude foi inicialmente revelada no início da semana por ZachXBT, um analista independente especializado em rastrear fundos na blockchain, tecnologia que sustenta as transações com criptomoedas. O analista, que atua de forma anônima, afirmou que o valor adquirido pelos criminosos foi canalizado por meio de contas abertas em plataformas de negociação de criptomoedas.

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