Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 · São Paulo
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A onda de protestos pela Europa e a crise do custo de vida

Entenda a onda de manifestações motivada pela crise do custo de vida e problemas estruturais em diversos países da Europa.

Em resumo

  • Milhares de pessoas foram às ruas em países europeus devido à alta no custo de vida e problemas estruturais.
  • Na França, protestos estudantis reuniram mais de 500 mil pessoas e resultaram em confrontos em Paris.
  • Na Sérvia, o movimento estudantil venceu nas urnas o partido do presidente Aleksandar Vučić, no poder desde 2014.

Milhares de pessoas começaram a ir às ruas na Espanha após a espanhola Maricarmen Abascal, de 87 anos, ser despejada da casa onde vivia há mais de sete décadas por não ter condições de arcar com o aluguel. Na mesma época, em meados de setembro, estudantes secundaristas iniciaram uma série de protestos na França contra as más condições das escolas públicas, um movimento que chegou a levar mais de 500 mil pessoas aos atos em um só dia. O efeito contagioso das manifestações chegou a vários países, como Alemanha, Itália, Bélgica, Albânia e Sérvia, onde o movimento estudantil conseguiu vencer nas urnas o partido do presidente Aleksandar Vučić, que governava o país desde 2014.

O estopim dos protestos é diferente em cada país, mas todos compartilham o mesmo espírito do tempo: o custo de vida ficou caro demais. Neste episódio do podcast O Assunto, Victor Boyadjian conversa com o cientista político que estuda movimentos populistas Thomás Zicman de Barros. Thomás descreve o que há de comum e o que há de específico nestes protestos e explica a comparação com os protestos de Maio de 1968, além de analisar as potenciais consequências dessa onda de manifestações para a democracia europeia.

O convidado é Thomás Zicman de Barros, cientista político, professor, pesquisador associado ao Centro de Pesquisas Políticas da Sciences Po Paris e autor do livro ‘Do que falamos quando falamos de populismo’. O podcast O Assunto é produzido por Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann, com apresentação de Natuza Nery.

Entre os destaques levantados, multidões protestam na França, Espanha, Itália, Bélgica e Albânia, com confrontos que incluem bombas, pedras e prisões. Novos protestos reuniram mais de 300 mil pessoas na França e terminaram em confrontos com a polícia em Paris. O Jornal Nacional registrou que, em 17 de outubro, o número chegou a 550 mil, detalhando como o protesto estudantil evoluiu, levou 500 mil às ruas e mergulhou Paris no caos.

Veículos internacionais e nacionais também repercutiram o cenário: a BBC destacou como a falta de perspectiva de futuro alimenta protestos de jovens na Europa e debateu a educação e o custo de vida; a DW abordou por que os protestos estão se espalhando pelo continente; e o Fantástico mostrou que protestos contra o aumento do custo de vida tomaram ruas de ao menos 7 países da Europa. Na Alemanha, atos liderados pela geração Z terminaram com roubos de lojas, enquanto na Bélgica e na Albânia houve confronto entre manifestantes e policiais. O jornal O Globo apontou que protestos na Albânia expõem o avanço dos negócios bilionários da família Trump na Europa, e Bruno Carazza analisou as causas econômicas das manifestações.

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