Sábado, 31 de outubro de 2026 · São Paulo
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De crimes misteriosos a suspeitos de serial killers: relembre assassinatos em Manaus

Casos que marcaram a história da capital amazonense incluem investigações de décadas passadas e prisões recentes de suspeitos de crimes em série.

Em resumo

  • O comerciante José Osterne de Figueiredo foi investigado por três assassinatos entre as décadas de 1950 e 1960, mas nunca foi condenado.
  • Em 2014, dois irmãos foram presos suspeitos de assassinar homens homossexuais em Manaus, com quatro vítimas identificadas.
  • Natan de Melo Furtado, o 'Giban', foi preso em 2023 sob suspeita de matar três mulheres, sendo classificado pela polícia como serial killer.

O Halloween, celebrado em 31 de outubro, é marcado por histórias de terror, mistério e crimes que despertam a curiosidade do público. No Amazonas, episódios reais de violência também fazem parte da história da região, com investigações sobre assassinatos que apresentavam características semelhantes e suspeitos apontados pelas autoridades como assassinos em série. Em Manaus, um dos casos mais antigos remonta às décadas de 1950 e 1960, quando três assassinatos foram associados ao comerciante cearense José Osterne de Figueiredo. Anos depois, em 2013, uma sequência de mortes levou à prisão de dois irmãos suspeitos de assassinar homens homossexuais na capital. Outro episódio histórico ocorreu em 1980, quando uma suposta organização de justiceiros, conhecida como “Mão Branca”, anunciou que chegaria a Manaus para se vingar de crimes que, segundo o grupo, teriam sido acobertados pela polícia. Mais recentemente, um homem identificado como “Giban” foi preso em 2023, suspeito de matar três mulheres no Amazonas. A Polícia Civil o classificou como serial killer.

José Osterne de Figueiredo: três assassinatos em três décadas

Entre as décadas de 1950 e 1960, três assassinatos registrados em Manaus tiveram um personagem em comum: o comerciante cearense José Osterne de Figueiredo. O primeiro caso ocorreu em 1953, quando o biscateiro Anacleto Gama foi assassinado durante a madrugada, enquanto dormia na alfaiataria do suspeito. O corpo foi encontrado pela manhã, com a vítima nua e em uma poça de sangue. Dois pares de sapato, que pertenciam a José de Figueiredo, foram encontrados com sinais de sangue ao lado da vítima. O comerciante chegou a ser detido e fechou a alfaiataria. Cerca de um ano depois, comprou a mercearia de Antônio Germano Dias. Um dia após assumir o negócio, encontrou o antigo proprietário assassinado, também nu e em uma poça de sangue. Já em 1968, o engraxate Walderglace Grangeiro, de 13 anos, foi estrangulado no bairro Parque Dez. As investigações identificaram que um carro utilizado no crime pertencia a José. Após quase 20 anos de investigações, José foi absolvido da morte de Waldeglace e deixou de responder pelos demais crimes por falta de provas. Morreu em 1977 sem nunca ter sido condenado.

Irmãos foram presos suspeitos de matar homens homossexuais

Em 2014, os irmãos Jucenildo Soares Damascena, de 18 anos, e Ricardo Damascena Cunha, de 19, foram presos suspeitos de assassinar homens homossexuais em Manaus. As investigações começaram em novembro de 2013, após a morte do estudante de jornalismo Steve Host da Costa Barros, de 36 anos. Segundo declarações atribuídas aos suspeitos, Ricardo conheceu a vítima em um bar e o estudante foi morto e roubado 20 dias depois. Durante a apresentação dos presos, Ricardo declarou: “Matei ele porque me prometeu dinheiro e não me deu. Não me arrependo. Morreu, morreu. É menos um gay”. Além de Steve Host, outros três homens foram identificados como vítimas: Henrique Júnior Rabelo Maio, Carlos Macambira da Silva e Jucinei José de Araújo Barbosa.

Mão Branca: supostos justiceiros anunciaram chegada a Manaus em 1980

Em 1980, uma série de assassinatos em Campina Grande, na Paraíba, chamou a atenção do país. Em Manaus, o jornal A Notícia publicou, em 16 de março de 1980, uma manchete sobre a chegada do “Mão Branca” à cidade. Segundo o relato, uma carta atribuída ao grupo anunciava que os supostos justiceiros chegariam em abril para se vingar de crimes que teriam sido acobertados pela polícia. A carta afirmava que a organização havia elaborado uma lista com 77 suspeitos “marcados para morrer”. Em 17 de abril daquele ano, o jornal noticiou a localização de uma mala dentro de um carro estacionado em frente a um hotel, contendo o símbolo atribuído ao Mão Branca e armas de diferentes calibres.

Suspeito de matar três mulheres foi apontado como serial killer

Em janeiro de 2023, a Polícia Civil prendeu Natan de Melo Furtado, de 33 anos, conhecido como “Giban”, suspeito de matar três mulheres no Amazonas entre 2016 e 2022. Segundo as investigações, duas vítimas foram mortas em Boca do Acre e tiveram os corpos queimados. A terceira, Leonor Maria Nascimento da Silva, de 57 anos, foi assassinada em junho de 2022, no bairro Raiz, Zona Sul de Manaus, com 73 perfurações provocadas por arma branca. O delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), classificou o suspeito como serial killer devido às semelhanças entre os crimes.

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