Sexta-feira, 30 de outubro de 2026 · São Paulo
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Justiça argentina pede preservação de imagens de Flávio no país

Medida busca avaliar suposta ajuda irregular do governo de Javier Milei na saída do senador brasileiro em direção aos Estados Unidos.

Em resumo

  • Justiça argentina pede preservação de imagens da passagem de Flávio Bolsonaro.
  • Medida apura suposta ajuda irregular do governo Milei na saída do senador do Brasil.
  • Flávio deixou o país rumo aos EUA apesar de proibição do STF após eleições de 2026.

A Justiça Federal da Argentina determinou que órgãos do governo do presidente Javier Milei preservem imagens de câmeras de segurança que registraram a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo país antes de seguir para os Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo jornal argentino Clarín na 5ª feira (29.out.2026).

A ordem foi expedida pela juíza federal María Eugenia Capuchetti, a pedido da procuradora Paloma Ochoa. A medida busca reunir provas para avaliar se houve ajuda irregular do governo Milei na saída de Flávio do Brasil, apesar de uma proibição judicial de deixar o território brasileiro.

Segundo o Clarín, a determinação foi encaminhada à Direção Nacional de Migrações, à Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro, à Polícia de Segurança Aeroportuária e à Gendarmaria Nacional. As imagens incluem registros da Ponte Internacional Tancredo Neves, na fronteira com o Brasil, e do aeroporto de Puerto Iguazú.

A decisão determina apenas a preservação das gravações, sem exigir sua entrega imediata à Justiça. A magistrada também solicitou os registros migratórios de Flávio e informações sobre eventuais pedidos de cooperação internacional relacionados à situação judicial do senador.

De acordo com o jornal argentino, Flávio entrou no país com a mulher e as 2 filhas às 22h50 de 3ª feira (27.out.2026). Às 23h30, embarcou em uma aeronave da empresa Baires Fly, com destino ao Equador e, posteriormente, aos Estados Unidos.

A apuração teve origem em denúncias apresentadas pelo legislador Gabriel Solano e pelo deputado Esteban Paulón. Ambos pedem que seja investigada uma possível participação de autoridades argentinas na saída do senador do Brasil.

Entre os citados nas denúncias estão Milei, o chanceler Pablo Quirno, a ministra da Segurança Alejandra Monteoliva e o assessor presidencial Santiago Caputo, que esteve na província de Misiones durante a passagem de Flávio.

O senador deixou o Brasil depois de ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições, realizado em 25 de outubro. Flávio recebeu 48,21% dos votos válidos, ante 51,79% do petista.

A saída ocorreu apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibia o senador de deixar o país e exigia a entrega de seus passaportes. As denúncias foram reunidas em um único procedimento. A Justiça argentina ainda avalia se abrirá formalmente uma investigação criminal sobre o caso.

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