Sexta-feira, 30 de outubro de 2026 · São Paulo
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Júri dos EUA decide a favor da Bayer em ação sobre câncer ligado a agrotóxico

Decisão em Missouri rejeitou alegações de que o herbicida Roundup apresentava defeitos de fabricação e não deveria ter sido comercializado.

Em resumo

  • Júri dos EUA decidiu a favor da Bayer em processo sobre o Roundup na quinta-feira (29).
  • Litígios com glifosato custaram mais de US$ 10 bi (R$ 53,7 bi) à Bayer desde 2018.
  • Autoras alegavam ter desenvolvido linfoma não Hodgkin após o uso do herbicida.

Um júri dos Estados Unidos decidiu a favor da gigante multinacional Bayer em um processo movido por três mulheres que alegavam ter desenvolvido câncer após utilizar o agrotóxico Roundup. O júri do estado de Missouri, no centro-oeste dos Estados Unidos, rejeitou na quinta-feira (29) as alegações de que o Roundup apresentava defeitos de fabricação e não deveria ter sido comercializado.

Os litígios envolvendo herbicidas à base de glifosato custaram mais de 10 bilhões de dólares (R$ 53,7 bilhões) à Bayer desde que a empresa adquiriu, em 2018, o grupo agroquímico americano Monsanto, responsável pelo desenvolvimento do popular Roundup.

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica o glifosato como provavelmente cancerígeno para os seres humanos. A empresa agroquímica alemã, por sua vez, cita estudos científicos e autorizações de órgãos reguladores dos Estados Unidos e da União Europeia para sustentar que o herbicida é seguro.

Esta é a primeira decisão do tipo desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos proferiu uma sentença favorável à Bayer, em junho, após a Agência de Proteção Ambiental (EPA) do país decidir que o Roundup poderia ser comercializado sem rótulos de advertência.

O veredicto de quinta-feira “deveria enviar um forte sinal de que os autores que desejam continuar apresentando reivindicações no sistema judicial” após a decisão da mais alta corte “enfrentarão desafios significativos”, afirmou Bill Dodero, diretor jurídico da Bayer nos Estados Unidos e responsável global por litígios.

As autoras do processo em Missouri, Theresa Aretino, Cynthia Fernández e Betty Larkin, alegam ter desenvolvido linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, em decorrência do uso do Roundup. A Bayer espera encerrar os processos por meio de um acordo coletivo de 7,25 bilhões de dólares (R$ 38,9 bilhões).

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