Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo

Alunos bloqueiam escola na França devido a preocupações com mofo e amianto

Protestos estudantis em Nantes e outras cidades francesas criticam condições das instituições e cortes de gastos no sistema educacional do país.

Em resumo

  • Alunos do ensino médio em Nantes bloquearam escola nesta segunda-feira (12) em protesto contra as condições da instituição.
  • O movimento estudantil critica o sistema educacional e os cortes de gastos decorrentes da crise orçamentária francesa.
  • Emmanuel Macron condenou a violência nos protestos e defendeu que as demandas sejam discutidas com ordem e respeito ao patrimônio.

Alunos do ensino médio em Nantes, na França, realizaram um bloqueio em frente à escola nesta segunda-feira (12) para protestar contra as condições da instituição e demonstrar solidariedade a outras escolas do país. Nas últimas semanas, estudantes do ensino médio de todo o país têm realizado bloqueios em escolas.

Os protestos liderados por jovens ganharam força e se transformaram em um movimento mais amplo, com a adesão de mais estudantes universitários que expressam sua indignação com o que classificam como um sistema disfuncional, agravado por cortes de gastos decorrentes da crise orçamentária francesa.

Sindicatos e organizadores dos protestos estudantis convocaram uma nova jornada de manifestações para terça-feira (13). Há também convocações para um dia de protestos em 17 de outubro.

Posicionamento do governo

O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a violência durante protestos ao discursar no Salão do Automóvel de Paris, nesta segunda. Macron afirmou que não toleraria que estudantes — ou quaisquer outras pessoas que se unissem a eles — “aproveitassem a situação para incendiar locais, destruir propriedades ou praticar atos de violência”.

O presidente reconheceu as preocupações em relação aos recursos educacionais e pediu discussões serenas para abordar suas reivindicações. Ele destacou os esforços anteriores do governo para reduzir a escassez de professores, afirmando que sua gestão havia “reduzido significativamente o número de vagas de professores não preenchidas a longo prazo” durante seu primeiro mandato.

O presidente enfatizou que as questões educacionais “merecem tempo, consulta, discussão e respeito”. Também defendeu que os problemas sejam tratados “com calma, ordem e respeito tanto pelas pessoas quanto pelo patrimônio”.