Terça-feira, 27 de outubro de 2026 · São Paulo

Flávio altera caminho para buscar reversão da derrota eleitoral

Senador recua de pedido de anulação e pretende acionar o TSE para pedir a cassação da chapa de Lula.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro diz que pedirá ao TSE a cassação da chapa de Lula após derrota eleitoral.
  • O senador recuou da ideia anterior de buscar a anulação completa do segundo turno das eleições.
  • Especialistas consideram remotas as chances de sucesso das empreitadas jurídicas para reverter o pleito.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta segunda-feira (26/10) que pretende pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que saiu vencedor do segundo turno com 51,79% dos votos válidos contabilizados neste domingo.

"Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou", disse ele, acusando Lula, sem provas, de "abuso de poder politico e econômico sem precedentes".

Só partidos, coligações, candidatos ou o Ministério Público podem apresentar este tipo de pedido à Justiça Eleitoral, no mais tardar até a diplomação dos candidatos, em dezembro.

O pronunciamento sinaliza uma retração da intenção de apostar num pedido de anulação do segundo turno, anunciada por Flávio na véspera, logo após a sua derrota nas urnas vir a público. O motivo alegado pelo senador seria a prorrogação em duas horas da votação para parte das seções eleitorais.

A chance de a empreitada jurídica por um "terceiro turno" prosperar vem, desde então, sendo considerada remota por especialistas. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Flávio foi convencido por aliados e advogados a desistir desse caminho para reverter a própria derrota.

Também nesta segunda-feira, o deputal federal Nikolas Ferreira (PL-MG), expoente do bolsonarismo, reconheceu que a possibilidade de anulação das eleições é "praticamente nula", pedindo que apoiadores da extrema direita não saíssem às ruas para protestar.

Logo após a fala de Flávio, o seu partido, o PL, reconheceu o resultado do pleito, em nota assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto. A legenda, porém, ressaltou que "questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático".

"Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições", diz a nota.

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