Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 · São Paulo
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Atriz Judi Dench afirma que piora da visão a impede de atuar

Aos 91 anos, artista britânica sofre de degeneração macular há mais de uma década e relatou que não consegue mais ler, fazer filmes ou subir ao palco.

Em resumo

  • A atriz Judi Dench afirmou que a piora da visão a impede de continuar atuando.
  • A artista, de 91 anos, sofre de degeneração macular há mais de uma década.
  • Ela declarou à Rádio BBC que não consegue mais subir ao palco, fazer filmes ou ler.

A atriz britânica Judi Dench disse que sua visão se deteriorou a ponto de ela não conseguir mais atuar no palco ou em filmes. A artista, de 91 anos, sofre de degeneração macular há mais de uma década e já havia comentado em 2025 que a doença a impedia de reconhecer amigos.

“Não posso mais subir ao palco, não posso mais fazer peças, não posso mais fazer filmes, não consigo mais ler”, afirmou ela à Rádio BBC nesta quinta-feira.

“Então, você tem que se adaptar a tudo isso, aceitar a situação e simplesmente seguir em frente, sem pensar muito nisso”, acrescentou a atriz.

Ela afirmou que não consegue mais reconhecer rostos, o que significa que muitas vezes quase abraça estranhos, confundindo-os com pessoas que conhece. Dench possui uma carreira de sete décadas no teatro, no cinema e na televisão, tendo recebido aclamação da crítica, incluindo um Oscar, um Tony e sete prêmios Olivier, além de ter interpretado a personagem “M” em oito filmes de James Bond.

A atriz interpretou muitos dos principais papéis de Shakespeare, incluindo Julieta, Lady Macbeth e Cleópatra, e falou sobre seu amor pela poesia do dramaturgo.

“Sou apaixonada pelos sonetos, simplesmente os adoro”, disse ela. “A maneira como ele resumiu de forma tão simples o que qualquer um de nós sente em relação a, bem, qualquer coisa”, complementou.

Refletindo sobre sua carreira, Dench disse que assumiu riscos ao escolher papéis, acrescentando que atuar sempre foi uma experiência assustadora.

“Para mim, é sempre assustador, mas isso faz parte”, declarou. “É parte do que esse medo gera: uma energia que você pode aproveitar, usar essa energia.”

“É sempre um ‘trabalho em andamento’, sempre.”

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