Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 · São Paulo
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PSB e PDT declaram apoio à reeleição de Hugo Motta na presidência da Câmara

Com a adesão dos dois partidos, grupo do deputado já reúne 12 siglas e soma 273 cadeiras, superando o número de votos necessário para a vitória.

Em resumo

  • PSB e PDT oficializaram apoio conjunto à candidatura de reeleição do deputado Hugo Motta na Câmara dos Deputados.
  • O bloco de apoio a Hugo Motta soma agora 12 partidos e 273 cadeiras, superando a maioria absoluta de 257 votos exigida.
  • A votação para a presidência é secreta, e o PL ainda avalia se apoiará a reeleição de Motta ou se terá candidato próprio.

Os partidos PSB e PDT anunciaram nesta quarta-feira (21), em nota conjunta, o apoio à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados. Com a nova adesão, o grupo do parlamentar passa a somar 12 siglas e alcança um total de 273 cadeiras na Casa, marca superior aos 257 votos necessários para assegurar a vitória na eleição.

Para garantir a eleição, é exigida a maioria absoluta de 257 votos entre as 513 cadeiras existentes no Plenário. O anúncio formal de apoio por parte das legendas, contudo, não assegura a fidelidade total dos deputados às orientações de suas siglas, uma vez que a votação é secreta.

No posicionamento divulgado, PSB e PDT afirmaram que o apoio ao parlamentar representa um “reconhecimento aos avanços na agenda legislativa de interesse do povo brasileiro e do compromisso com as pautas prioritárias do governo do presidente Lula”. As duas agremiações também destacaram no documento que a reeleição de Motta contribui para a “estabilidade institucional”.

Apoio do Centrão

Na semana anterior, Hugo Motta já havia obtido o aval de 10 partidos do Centrão para sua permanência por mais dois anos no comando da Casa. Esse bloco reúne o Republicanos — partido do presidente —, a federação formada por União Brasil e PP, o PSD, o MDB, o Podemos, a federação composta por PSDB e Cidadania, e a federação formada por Solidariedade e PRD.

As siglas do Centrão buscam preservar o domínio sobre a gestão da Casa diante da expansão da direita na Câmara, impulsionada principalmente pelo crescimento do PL. Em 2025, quando Motta foi eleito com o suporte de 18 partidos, o PL apoiou seu nome, mas a legenda ainda não definiu se manterá o apoio à reeleição ou se apresentará uma candidatura própria para a disputa.

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