Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 · São Paulo

TSE diz que dado de 4 mil seções eleitorais que mudaram era incorreto

Justiça Eleitoral informou que houve leitura equivocada de dados; número real de alteradas entre turnos foi atualizado para 343.

Em resumo

  • TSE informou incorretamente que 4.352 seções mudaram de lugar entre os turnos.
  • Número correto foi atualizado para 343 seções eleitorais modificadas.
  • Justiça recomenda consultar canais oficiais antes de ir votar no domingo (25).

A Justiça Eleitoral informou nesta quarta-feira (21) que foi incorreta a divulgação feita no último sábado (17) de que 4.352 seções eleitorais teriam mudado de local entre o primeiro e o segundo turno da eleição deste ano. O presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, explicou à Agência Brasil que os dados foram erradamente comparados com os da eleição de 2024, após uma leitura equivocada e uma falha dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao alimentar o sistema da Justiça, segundo a assessoria de imprensa do TSE.

"Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado. Esse dado de 4,3 mil seções alteradas é de 2024 para 2026", afirmou o desembargador.

Número correto e atualizações

A Justiça Eleitoral atualizou para 343 o número de seções eleitorais que tiveram seu local modificado entre o primeiro e o segundo turno das eleições, que ocorrerá no próximo domingo (25). Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções que teriam mudado de local, quantidade que caiu novamente na atualização desta quarta. Como novas mudanças podem ocorrer até o dia da votação no próximo domingo (25), a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira o local de votar antes de sair para ir à urna.

O eleitor deve conferir o local de votação apenas nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, seja no botão “onde votar” do aplicativo e-Título, ou nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos TREs. Um dos canais é por meio de link específico, clicando no botão “Onde votar”. Ao abrir a sessão plenária do TSE na terça-feira, o presidente do Tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, explicou que o sistema inicia a primeira semana após o primeiro turno com o mesmo número de mudanças ocorridas desde a eleição de 2024.

"Há uma necessidade de revisitação de toda a situação anterior ao primeiro turno. Então, ele [o número] vem, muito provavelmente, e é o que está acontecendo, caindo", disse o ministro. Marques pontuou que, enquanto o sistema ELO, usado para sistematizar os dados estatísticos da Justiça Eleitoral, ainda indicava 38 locais de votação alterados em Minas Gerais, o TRE estadual calculava apenas 17 endereços modificados. "No caso do Piauí, no sistema ELO, constam 18, mas o TRE já nos comunicou que apenas quatro locais de votação foram alterados", acrescentou.

Procedimento e rotina

As mudanças nos locais de votação são definidas pelos juízes de cada cartório eleitoral. Esse juiz informa ao TRE a necessidade de mudança, seja por problemas climáticos ou de estrutura dos prédios. Em seguida, o TRE repassa o dado ao TSE pelo sistema ELO. Kássio Nunes Marques disse ainda que os dados atuais representam uma redução, em 2026, de 85% no número de urnas alteradas entre o primeiro e o segundo turnos, se comparado com a eleição de 2022.

O presidente do TRE de Santa Catarina, Carlos Roberto Silva, explicou que mudanças em locais de votação fazem parte da rotina da Justiça Eleitoral, ocorrendo todos os anos. "Os juízes eleitorais divulgam, por todos os meios de comunicação, quando isso acontece e colocam avisos nos locais antigos, onde houve a mudança. Há sempre uma faixa avisando o novo local. Não há prejuízo aos eleitores, não há nenhuma situação de insegurança, é rotina", afirmou. O desembargador acrescentou que todos os meios de comunicação locais são avisados quando há uma mudança e que o rádio divulga constantemente.

O magistrado catarinense acrescentou que a tendência é que ocorra o mínimo de novas alterações de locais até o próximo domingo, embora sejam possíveis em casos muito excepcionais, como uma chuva de granizo intensa que estrague o telhado de uma escola. Nos últimos dias, circularam diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação que não são confiáveis, reforçando que o eleitor não deve consultar o local em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral.

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