O ministro da Secom e estrategista da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, Sidônio Palmeira, afirmou nesta quarta-feira (21.out.2026), no QG da campanha no Lago Sul, em Brasília, que negocia a publicação de checagens de fatos em tempo real no portal g1 durante o debate presidencial da TV Globo, marcado para sexta-feira (23.out).
Segundo Sidônio, há disposição por parte da Globo para viabilizar a iniciativa. A proposta em discussão prevê publicar as checagens no g1 ao longo da transmissão, sem a necessidade de integrá-las diretamente ao sinal aberto da televisão. O ministro ressaltou que a emissora deverá explicar como funcionará o formato e informou que também conversa com organizações como Aos Fatos, ICL e outras entidades para realizar a verificação das declarações.
Ao defender a verificação instantânea das falas como uma medida importante para esclarecer informações falsas, Sidônio afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) mente nos debates e declarou que a checagem ajudaria a contestar as declarações do candidato. O publicitário ressaltou que a campanha de Lula pretende concentrar o próximo debate na discussão de propostas e no futuro do país, em vez de se limitar a ofensivas contra o adversário. O ministro também voltou a criticar a atuação das grandes empresas de tecnologia nas eleições, em especial a Meta, destacando a preocupação internacional com a influência dessas plataformas nos processos democráticos.
Abaixo-assinado pressiona emissora por checagem ao vivo
Paralelamente às negociações da campanha, uma petição on-line criada na plataforma Change.org passou a pedir que a Globo adote a checagem de fatos ao vivo no debate presidencial. A mobilização, criada por Rafael Brito, reuniu mais de 1 milhão de assinaturas até a noite de quarta-feira (21.out) e solicita que a emissora esclareça, durante a transmissão, declarações incorretas ou distorcidas dos candidatos, citando experiências de debates presidenciais nos Estados Unidos.
Comparação com tática eleitoral norte-americana
Questionado sobre o comportamento de Flávio Bolsonaro no debate anterior, quando o candidato permaneceu atrás do público, Sidônio disse que a estratégia não foi positiva para o senador. O ministro relacionou essa atitude a táticas da “extrema-direita” e recordou a disputa entre Donald Trump (Partido Republicano) e Hillary Clinton (Partido Democrata) nos Estados Unidos. Em 9 de outubro de 2016, durante o 2º debate presidencial entre os dois candidatos, realizado na Universidade Washington, em St. Louis, no Missouri, Trump ficou a pouca distância atrás de Clinton enquanto ela respondia a perguntas da plateia, momento em que a democrata posteriormente afirmou ter se sentido intimidada.



