Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 · São Paulo
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Lula diz que será ‘fiscal’ de entregas do governo e cobra prazos

Presidente afirmou em reunião em Brasília que quem não quiser executar as decisões do governo terá de deixar a gestão.

Em resumo

  • Lula afirmou que será fiscal do cumprimento de cada medida aprovada pelo governo.
  • O presidente declarou que quem não quiser executar as decisões terá de deixar a gestão.
  • A cobrança foi feita durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética em Brasília.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que passará a fiscalizar o cumprimento e os prazos das medidas aprovadas pelo governo. Segundo Lula, quem não estiver disposto a executar as decisões terá de deixar a gestão.

“A partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar. Aprovou uma coisa, eu quero saber a data de entrega. E também quanto tempo. Quem não quiser fazer, cai fora. Porque o Brasil não pode esperar”, afirmou.

A declaração foi dada durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília. A cobrança por prazos e resultados não é nova. Lula vem pressionando publicamente seus ministros por entregas.

Em agosto de 2025, durante uma reunião ministerial para fazer um balanço da gestão e projetar as entregas até o fim do mandato, o presidente já havia reclamado que o governo “não tem mais muito tempo” e cobrado que ministros levassem problemas até ele.

A cobrança ocorre agora em um novo contexto político. Lula foi reeleito em outubro e inicia o quarto mandato em janeiro de 2027. O plano apresentado na eleição contém uma série de compromissos para áreas como renda, emprego, impostos, aposentadoria, crédito e moradia.

O próximo governo também deverá enfrentar um Congresso com maioria de oposição. O PT e partidos aliados terão menos espaço que siglas de oposição e centro, o que exigirá negociações para que Lula consiga transformar propostas em medidas efetivas.

Cobrança por entregas

A fala desta sexta acrescenta um elemento à cobrança que Lula já vinha fazendo sobre a equipe: o presidente afirmou que pretende acompanhar pessoalmente datas e prazos de execução, além do monitoramento feito pela Casa Civil.

O acompanhamento das entregas também permite medir o que efetivamente saiu do papel. Em julho, levantamento avaliou o andamento das promessas assumidas por Lula na campanha de 2022 e classificou os compromissos entre cumpridos, cumpridos em parte e ainda não cumpridos. A análise considerou ações realizadas até junho de 2026.

A Casa Civil, citada por Lula, já exerce papel central na coordenação das ações entre os ministérios. A pasta é comandada por Rui Costa e participa diretamente da articulação e acompanhamento de políticas do governo.

Reunião sobre política energética

Lula fez a cobrança durante uma reunião do CNPE, principal órgão de assessoramento da Presidência para políticas na área de energia. O conselho é presidido pelo Ministério de Minas e Energia e reúne representantes do governo, da sociedade civil e de instituições de ensino.

O colegiado já serviu em outras ocasiões para definir medidas de impacto amplo. Em agosto de 2024, por exemplo, aprovou a Política Nacional de Transição Energética. Em junho de 2025, voltou a se reunir com Lula para discutir políticas relacionadas aos combustíveis e à ampliação da mistura de biocombustíveis.

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