Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 · São Paulo
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Superavit comercial cresce 39,4% e chega a US$ 9,3 bilhões

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 9,32 bilhões em outubro de 2026, impulsionada pelo avanço das exportações.

Em resumo

  • A balança comercial registrou superavit de US$ 9,32 bilhões em outubro de 2026, alta de 39,4%.
  • As exportações avançaram 20% e somaram US$ 37,81 bilhões no mês de outubro.
  • No acumulado de janeiro a outubro, o superavit comercial atingiu US$ 71,04 bilhões.

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 9,32 bilhões em outubro de 2026, crescimento de 39,4% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi impulsionado pelo avanço de 20% das exportações, que somaram US$ 37,81 bilhões, acima da expansão de 14,8% das importações, que chegaram a US$ 28,49 bilhões. Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (6.nov.2026) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Eis as íntegras da nota (PDF – 268 kB) e da apresentação (PDF –2 MB).

O resultado mostra que as vendas brasileiras ao exterior cresceram em ritmo superior ao das compras internacionais, ampliando o saldo positivo do comércio exterior. A corrente de comércio, soma das exportações e importações, alcançou US$ 66,30 bilhões em outubro, alta de 17,7% na comparação anual. No acumulado de janeiro a outubro, o Brasil registrou superavit comercial de US$ 71,04 bilhões, crescimento de 34,1% em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações somaram US$ 321,88 bilhões nos 10 primeiros meses do ano, avanço de 11,2%. As importações totalizaram US$ 250,84 bilhões, alta de 6,1%. A corrente de comércio acumulada chegou a US$ 572,73 bilhões, crescimento de 8,9%.

Indústria extrativa

A indústria extrativa foi o principal destaque das exportações brasileiras em outubro. As vendas externas do setor cresceram 53,5% em relação ao mesmo mês de 2025, alcançando US$ 11,52 bilhões. O aumento representou US$ 4,01 bilhões adicionais nas exportações, a maior contribuição entre os setores para a expansão das vendas externas no mês.

A agropecuária registrou crescimento de 12,8%, com exportações de US$ 7,63 bilhões. Já a indústria de transformação avançou 7,7%, para US$ 18,38 bilhões. No acumulado de janeiro a outubro, a indústria extrativa também liderou o crescimento em valores absolutos, com aumento de US$ 16,14 bilhões, equivalente a 24,4%.

A agropecuária ampliou suas exportações em US$ 6,08 bilhões, alta de 9,2%, enquanto a indústria de transformação registrou crescimento de US$ 9,84 bilhões, ou 6,3%.

Importações crescem 14,8%

As importações brasileiras alcançaram US$ 28,49 bilhões em outubro, aumento de 14,8% na comparação com os US$ 24,82 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. A indústria de transformação respondeu pela maior parcela desse crescimento, com aumento de US$ 3,04 bilhões nas compras externas, equivalente a 13,1%.

As importações da indústria extrativa cresceram 51,4%, enquanto as da agropecuária avançaram 10,1%. De janeiro a outubro, as compras externas de produtos da indústria de transformação aumentaram US$ 14,5 bilhões, alta de 6,6%.

EUA e China

As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 87% em outubro, com aumento de US$ 2 bilhões em relação ao mesmo mês de 2025. Também houve expansão das vendas para países europeus. As exportações para os Países Baixos cresceram 63,1%, com acréscimo de US$ 700 milhões. Para a Espanha, o avanço foi de 45,3%, e para a França, de 111,2%.

Nas importações, as compras de produtos chineses aumentaram 17,1% em outubro, o equivalente a US$ 1,1 bilhão adicional. As importações provenientes dos Estados Unidos cresceram 28,6%, também com acréscimo de US$ 1,1 bilhão. No acumulado de janeiro a outubro, a corrente de comércio com a China aumentou 10,3%, alcançando US$ 159,25 bilhões.

Com os Estados Unidos, o fluxo comercial acumulado caiu 1,8%, para US$ 68,62 bilhões. Já o comércio com a União Europeia cresceu 10,7%, chegando a US$ 92,40 bilhões. Os resultados mostram diferenças no desempenho comercial do Brasil com seus principais parceiros. Enquanto o fluxo acumulado com a China e a União Europeia cresceu, o comércio com os Estados Unidos permaneceu abaixo do registrado no mesmo período de 2025, apesar da expansão observada em outubro.

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