Terça-feira, 3 de novembro de 2026 · São Paulo
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Governo pode enviar ao Congresso MP do imposto do pecado nesta terça

Ministro Dario Durigan disse que proposta busca manter carga tributária atual em 2027, período de transição da reforma tributária.

Em resumo

  • Ministro da Fazenda disse que MP do imposto do pecado pode ser enviada hoje ao Congresso.
  • O imposto começará a ser cobrado em 2027 e visa encarecer produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente.
  • A equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com o tributo em 2027, segundo o Orçamento.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (3) que tem reunião agendada hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a Medida Provisória do imposto seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”. Segundo ele, a proposta, que pode ser enviada ainda nesta terça ao Congresso Nacional, prevê a manutenção da atual carga tributária sobre os produtos que causam danos à saúde no próximo ano, período de transição.

“A MP já saiu aqui do Ministério da Fazenda, eu devo despachar como presidente hoje, tá? Então a expectativa é que seja hoje, sim [o envio ao Congresso Nacional]”, declarou o ministro a jornalistas.

Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

No futuro, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso.

Com a cobrança do Imposto Seletivo e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo criado pela reforma e que começará a ser cobrado em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

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