Domingo, 1 de novembro de 2026 · São Paulo
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projeto quer dados bancários e de celular de candidatos

proposta apresentada pelo senador randolfe rodrigues no senado exige acesso a sigilos para o registro de candidaturas.

Em resumo

  • senador randolfe rodrigues apresentou o projeto de lei 5.648 de 2026 no senado.
  • exigência abrange dados bancários de 5 anos, ligações e mensagens de 5 anos e aplicativos por 6 meses.
  • texto precisa ser aprovado pelo congresso nacional e sancionado pela presidência da república.

Um projeto de lei apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) estabelece que candidatos a cargos eletivos e seus cônjuges ou companheiros deverão autorizar o compartilhamento de dados bancários e registros de chamadas e mensagens com a Justiça Eleitoral para obter o registro de candidatura. O PL 5.648 de 2026 altera a Lei das Eleições (Lei 9.504 de 1997) e busca ampliar a transparência sobre a evolução patrimonial e as comunicações de candidatos.

Segundo a proposta, as autorizações deverão abranger dados bancários com informações financeiras dos 5 anos anteriores ao pedido de registro, registros telefônicos com histórico de chamadas e mensagens enviadas e recebidas nos 5 anos anteriores, além de aplicativos de mensagens com registros de comunicações realizadas pela internet nos 6 meses anteriores.

O texto também propõe que candidatos eleitos e seus cônjuges ou companheiros autorizem o compartilhamento dessas informações durante o mandato. Caso não sejam eleitos, as autorizações adicionais perderão o efeito. As autorizações e os documentos apresentados deverão ser disponibilizados no site da Justiça Eleitoral. No caso dos eleitos, a divulgação será anual.

Na justificativa, Randolfe afirma que a medida permitirá aos eleitores acompanhar a evolução financeira e as relações dos candidatos, além de fiscalizar sua atuação depois da eleição.

“É imprescindível que a sociedade tenha amplo acesso a informações bancárias e telefônicas relativas à vida pregressa dos candidatos”

, declarou o senador.

O projeto foi apresentado ao Senado e ainda não foi distribuído às comissões temáticas. Para entrar em vigor, precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidência da República. Este texto foi publicado originalmente pela Agência Senado, em 27 de outubro de 2026.

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