Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 · São Paulo
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Professor que acertou tema do Enem 2025 lista cinco apostas para a redação de 2026

Rógi Almeida, que previu o tema 'envelhecimento populacional', sugere eixos temáticos e orienta candidatos sobre como se preparar para o próximo exame.

Em resumo

  • O professor Rógi Almeida previu o tema 'envelhecimento populacional' no Enem 2025.
  • As apostas para 2026 incluem racismo ambiental, uso ético de IA e proteção de crianças nas redes.
  • A recomendação é acompanhar debates no Congresso e usar repertórios de diversas áreas do conhecimento.

O professor de redação Rógi Almeida, que previu o tema ‘envelhecimento populacional’ cobrado no Enem 2025, divulgou cinco possíveis assuntos que podem ser abordados na edição de 2026. Segundo o docente, a preparação dos estudantes deve abranger eixos temáticos variados, como educação, saúde, minorias, tecnologia e meio ambiente, com foco especial em temas ambientais e tecnológicos que envolvam a proteção de grupos vulneráveis e a garantia de direitos sociais.

Cerca de um mês antes da aplicação do Enem 2025, o professor solicitou que seus alunos escrevessem uma redação sobre o envelhecimento da população brasileira, realizando correções e reescritas. A estratégia permitiu que os estudantes chegassem ao exame familiarizados com o assunto. “Quando o aluno produz sobre o tema, já é, de certa forma, um alívio para eles. Eles já vão mais tranquilos para a produção de texto e não levam tanto tempo para produzir, já tendo feito um texto sobre a mesma temática”, destacou Rógi Almeida.

Possíveis temas para 2026

Entre as apostas do professor para a redação do Enem 2026 estão:

  • Racismo ambiental: desigualdade na distribuição dos impactos ambientais, que afetam principalmente populações vulneráveis;
  • Justiça socioambiental: garantia de direitos e proteção ambiental para comunidades em situação de vulnerabilidade;
  • Proteção de crianças nas redes sociais: debate sobre exposição, privacidade e segurança de menores no ambiente digital;
  • Uso ético da inteligência artificial: discussão sobre limites, responsabilidades e consequências do uso da tecnologia na sociedade;
  • Preservação dos biomas brasileiros: desafios para proteger ecossistemas, com destaque para o Cerrado.

Dicas para a preparação

Para identificar temas potenciais, o professor orienta que os candidatos acompanhem debates sociais, notícias e projetos em discussão no Congresso Nacional, ressaltando que os temas das provas costumam surgir de discussões que ganharam destaque antes da aplicação do exame, especialmente entre maio e julho. Ele também recomenda o uso de repertórios da literatura brasileira, sociologia, filosofia, história e da Constituição Federal para sustentar os argumentos.

Sobre a estrutura da redação, Rógi reforça que a introdução deve apresentar uma tese clara, acompanhada de dois argumentos desenvolvidos com repertórios socioculturais. A conclusão deve conter uma proposta de intervenção completa, com agente, ação, meio, finalidade e detalhamento. Para os estudantes inseguros, a dica é manter a tranquilidade. “Com certeza, se não vier o tema, mas pelo menos o eixo temático, eles vão ter acesso a repertórios sobre os quais já fizeram redações”, afirmou.

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