Terça-feira, 20 de outubro de 2026 · São Paulo

Porangaba suspende aulas em creche após surto de síndrome mão-pé-boca

Medida na creche João Guilherme Soares Bertin vale para quinta e sexta-feira por recomendação das vigilâncias sanitária e epidemiológica.

Em resumo

  • A creche João Guilherme Soares Bertin suspendeu as aulas nesta quinta e sexta-feira devido a um surto da síndrome mão-pé-boca.
  • Apenas nesta quinta-feira, 30 crianças com sintomas da doença foram atendidas na rede pública de saúde de Porangaba.
  • A suspensão das atividades poderá ser prorrogada conforme a avaliação das vigilâncias sanitária e epidemiológica do município.

A Prefeitura de Porangaba (SP) suspendeu as aulas na creche João Guilherme Soares Bertin, localizada no Jardim Bela Vista, devido a um surto da síndrome mão-pé-boca. Conforme comunicado oficial da administração municipal, a interrupção das atividades ocorre nesta quinta-feira (15) e sexta-feira (16), seguindo recomendação das vigilâncias Epidemiológica e Sanitária.

A prefeitura informou que o prazo de suspensão poderá ser prorrogado caso seja necessário, dependendo da evolução do cenário epidemiológico, do surgimento de novos casos e das condições sanitárias da unidade de ensino. A decisão será tomada com base em avaliações técnicas das vigilâncias municipais.

Em nota, a administração municipal detalhou que, somente nesta quinta-feira, 30 crianças com sintomas da doença buscaram atendimento médico na rede pública de saúde.

O que é a síndrome mão-pé-boca?

Segundo o governo estadual, a síndrome mão-pé-boca é uma afecção aguda e altamente transmissível, causada por enterovírus exclusivos de humanos, como o Coxsackie e o Enterovírus. Embora seja mais frequente em crianças de até cinco anos, a doença também pode acometer adultos.

Os sintomas mais comuns incluem febre, surgimento de manchas vermelhas na boca e na região da garganta, dificuldade para engolir, bolhas nas mãos e nos pés, perda de apetite, vômito e diarreia.

A transmissão ocorre por meio do contato direto com pessoas infectadas ou com secreções, saliva, fezes, alimentos e objetos contaminados, além do contato com as lesões na pele. O risco de contágio é mais elevado durante a primeira semana da infecção, contudo, o vírus pode ser eliminado pelas fezes por até quatro semanas. Por esse motivo, os casos são monitorados por um período de 30 dias.