O dólar abriu a sessão desta terça-feira (20), enquanto as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. Sem grandes destaques na agenda econômica brasileira, as atenções se voltam para o noticiário internacional, que conta com novos dados americanos e preocupações com a situação fiscal da Europa, em meio aos protestos que têm tomado conta da região. O quadro eleitoral brasileiro também segue no radar.
No exterior, a onda de protestos vistos na Europa volta a levantar preocupações. O movimento, iniciado por estudantes em meados de setembro com reivindicações sobre o sistema educacional, ganhou adesão de sindicatos e novas demandas, reunindo mais de meio milhão de pessoas na França. Protestos menores também aconteceram na Bélgica, na Itália e em Portugal. Na véspera, as taxas de juros dos títulos públicos da França com vencimento em 10 anos atingiram 4,95%, uma das piores marcas do ano.
Na agenda econômica, destaque para novos dados de emprego dos Estados Unidos. A expectativa é que o relatório de empregos ADP reforçe a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) possa elevar os juros na reunião deste mês. Dados de contrução e vendas de moradias americanas também serão acompanhados.
Por aqui, o primeiro debate eleitoral entre Lula e Flávio continua no radar, após notícias de que as campanhas estariam recalibrando as rotas para tentar ganhar os eleitores indecissos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, participaram na noite de domingo (18) do primeiro debate do segundo turno das eleições de 2026. Foi o primeiro confronto direto entre os dois candidatos em um debate nesta eleição. Ao longo de três blocos, Lula e Flávio discutiram segurança pública, economia, saúde, produtividade, relações com os Estados Unidos e redução da maioridade penal, além de trocarem acusações sobre corrupção e investigações.
Nas bolsas globais, na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, impulsionadas por ações do setor financeiro, em meio aos dados mais otimistas do PIB do terceiro trimestre. A economia chinesa cresceu 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as previsões e reduzindo a pressão sobre Pequim para ampliar estímulos. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,4%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, avançou 0,1%. No Japão, o Nikkei caiu 0,62%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve alta de 1,76%. O Hang Seng, de Hong Kong, permaneceu fechado.



