Oswaldinho do Acordeon, um dos maiores instrumentistas da música nordestina, morreu neste domingo, 25, aos 72 anos. O falecimento do artista, que se tornou referência no toque da sanfona, foi anunciado pelo sanfoneiro Rodolfo Forte e pelo radialista Orlando Camboim, sem que a causa da morte fosse revelada.
A notícia gerou homenagens no meio musical. “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”, lamentou Chico César. O guitarrista Nelson Faria também se manifestou: “Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país já conheceu. Vai fazer falta”.
Nascido em Duque de Caxias (RJ), em 5 de junho de 1954, Oswaldo de Almeida e Silva foi cantor, compositor e acordeonista. Ele ficou conhecido por expandir os limites da música nordestina ao fundir ritmos regionais com gêneros como rock, jazz, blues e música erudita.
Filho do sanfoneiro Pedro Sertanejo (1927 – 1997), Oswaldinho aprendeu a tocar de forma autodidata, influenciado pelo pai e pelo convívio com nomes como Luiz Gonzaga (1912 – 1989), Dominguinhos (1941 – 2013) e Sivuca (1930 – 2006). Com Dominguinhos e Sivuca, ele formou um trio para o álbum “Cada um belisca um pouco”, de 2004.
Sua trajetória começou precocemente, aos nove anos, em 1963, ao participar de um disco do pai. Aos 12 anos, em 1966, lançou seu primeiro single. Ao longo de 60 anos de carreira, consolidou-se como um mestre do instrumento, lançando álbuns como “Fantástico Oswaldo Silva” (1973) e “Forró in concert” (1981), este último responsável por abrir portas em festivais europeus.
Obras posteriores, como “Asa branca blues” (2002) e “Forró chorado” (2011), exemplificaram sua habilidade em misturar técnica e versatilidade. Oswaldinho do Acordeon deixa um legado de inovação e expansão das fronteiras do forró.



