O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25.out.2026) que não houve registros de votação em cédula de papel durante o 2º turno das eleições. Em entrevista coletiva realizada no final da tarde, o magistrado classificou o voto em papel como “só registro histórico” e pontuou que poucas ocorrências foram contabilizadas pela Justiça Eleitoral em todo o país.
Segundo o presidente do TSE, foram registradas 138 ocorrências no total. Deste montante, 40 casos referem-se a tentativas de violação do sigilo do voto, 19 a propaganda eleitoral irregular e 3 a compra de votos. Nunes Marques reforçou que o voto é “uma das mais importantes manifestações da cidadania” e esclareceu que eleitores ausentes no 1º turno puderam votar normalmente no 2º, desde que estivessem com o título eleitoral regular.
A entrevista contou com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da ministra do TSE Estela Aranha. Sobre a mobilidade, o ministro destacou a 1ª ação da Justiça Eleitoral voltada ao transporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, via programa “Seu Voto Importa”, que registrou 2.518 pedidos.
Ao ser questionado sobre dificuldades logísticas em comunidades originárias, o ministro informou que a Justiça Eleitoral possui um plano de ação nacional, embora não tenha fornecido detalhes. Os dados do 2º turno para populações indígenas e quilombolas seguem em consolidação, mas o TSE informou que 7.419 pessoas desses grupos foram atendidas no 1º turno. O ministro ressaltou que reconsiderou parte de decisão anterior para integrar planos de ação, mantendo a competência do juiz eleitoral na fiscalização do transporte, além de citar acordos de cooperação com órgãos como o TST, OAB, Polícia Federal, PRF e Forças Armadas.
Sobre críticas a decisões do tribunal envolvendo o canal Exército do Lula e a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Kassio Nunes Marques negou que a presidência do TSE tenha atuado de ofício ou exercido poder de polícia. “As demandas chegaram ao tribunal por provocação das partes em processos administrativos ou judiciais”, afirmou, acrescentando que mais de 80% de suas decisões monocráticas foram mantidas pelo plenário. Por fim, o ministro declarou que o combate à desinformação foi intensificado nas salas digitais e climáticas, com reforço de equipes e diálogo ampliado com plataformas digitais.



