Segunda-feira, 26 de outubro de 2026 · São Paulo

IA interpreta sinais elétricos de plantas para saber necessidades

Startup desenvolve modelo de inteligência artificial capaz de decodificar sinais elétricos de plantas para otimizar irrigação e uso de fertilizantes.

Em resumo

  • A startup Electric Plant criou o Bombadil, um modelo de IA que interpreta sinais elétricos de plantas.
  • O sistema capta sinais de cerca de 125 espécies para ajudar a ajustar a irrigação e fertilizantes.
  • A empresa captou US$ 11,2 milhões em rodada de investimento para levar a tecnologia ao mercado.

A startup Electric Plant desenvolveu o Bombadil, um modelo de inteligência artificial capaz de interpretar sinais elétricos emitidos por plantas e identificar suas necessidades. A tecnologia usa sensores fixados nos caules para coletar dados sobre cerca de 125 espécies, que são analisados e podem ajudar produtores a ajustar a irrigação e o uso de fertilizantes.

Segundo a empresa, os sensores custam dezenas de dólares, enquanto ferramentas tradicionais podem custar milhares, e o sistema pode aumentar a produtividade agrícola e reduzir o consumo de água em 20% ou mais. A startup captou US$ 11,2 milhões em uma rodada de investimento inicial para levar a tecnologia ao mercado.

A tecnologia da Eletric Plant é simples, um aparelho parecido com um pen-drive com antena e uma altura semelhante a um celular, é conectado ao caule da planta. A ideia é que o dispositivo chegue ao câmbio, tecido secundário de proteção da planta, logo atrás da “casca” do tronco ou caule. Ao se conectar a esse plano, o aparelho detecta os microvolts emitidos pela planta, e coleta os dados que essa emissão informa. Em seguida, o Bombadil interpreta essas informações e as transmite para outro aparelho conectado.

“Este é o modelo mais diversificado já criado sobre sinais elétricos biológicos. Ninguém jamais fez nada equivalente a isso no mundo animal.”, afirmou Justin Mast, cofundador e CEO da Electric Plant, em entrevista ao TechCrunch.

De acordo com a startup, essas informações podem auxiliar os agricultores, cuidadores, etc; a identificar o que a planta precisa. Com essa precisão maior sobre os cuidados necessários no momento, seria possível economizar mais água e ter mais eficiência na produção. A inovação acompanha uma nova vertente da agricultura e do cuidado de plantas mais tecnológico.

Recentemente, por exemplo, a John Deere desenvolveu o seu chatbot, o “JD” que se baseia em dados coletados na própria colheita. Facilitando um trabalho mais personalizado e novamente contando com mais eficiência e mitigação de impactos ambientais.

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