Uma das grandes polêmicas da Copa do Mundo 2026 foi a anulação da suspensão de Folarin Balogun, atacante dos Estados Unidos. Nesta quinta-feira, a Fifa terá a chance de impedir que novas confusões aconteçam pelo mesmo motivo. A entidade fará a primeira sessão do conselho depois da Copa do Mundo, com os 37 membros e o presidente Gianni Infantino. O plano rejeitado de criar uma empresa para vender ações da Fifa também deve ser debatido na reunião.
O caso de Folarin Balogun começou na segunda fase do Mundial, em Estados Unidos x Bósnia Herzegovina. Ele foi expulso direto aos 18 minutos do segundo tempo pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, por ter pisado no tornozelo de Muharemovic. O estadunisense era o artilheiro da equipe naquele momento e ficaria fora das oitavas, contra a Bélgica.
Quatro dias depois do jogo, o Comitê Disciplinar da Fifa anulou a suspensão com base em um artigo específico do regulamento da entidade. A cláusula em questão foi o 27, que prevê que o “órgão judicial pode suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar.” Balogun foi liberado para enfrentar os belgas, mas os Estados Unidos foram eliminados de todo modo, por 4 a 1.
A anulação da punição repercutiu ainda mais depois que Donald Trump admitiu ter ligado para Infantino para falar sobre o caso. Depois da decisão, o presidente americano também agradeceu a Fifa por ter corrigido o que chamou de “grande injustiça”. Criticado por interferência política e conflito de interesses, Infantino alegou que o veredito da Comissão foi tomado de forma independente. Segundo a ESPN, há uma proposta formal para alterar as regras do regulamento e proibir a suspensão de punições automáticas de um jogo no futuro.
Infantino também deve ser pressionado no conselho da Fifa em relação à FIFA Forward Enterprise (FFE). Em julho, a entidade anunciou a proposta de criação da empresa fazer a operação de suas principais competições, entre elas a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes.
O objetivo da era vender participações minoritárias nesta nova empresa e arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões). O plano foi criticado por diferentes organizações do futebol mundial, incluindo a Uefa que chegou a organizar um boicote aos torneios até que a ideia fosse cancelada. Em campanha de reeleição na presidência da Fifa, Infantino perdeu o apoio de federações como França, Bélgica, Alemanha, Itália e Inglaterra.



















