Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 · São Paulo
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Congressistas pedem impeachment de presidente do Paraguai

Sessões extraordinárias nesta quinta-feira analisam moção contra Santiago Peña e Pedro Alliana após colapso do Ueno Bank.

Em resumo

  • Congressistas pedem impeachment de Santiago Peña e Pedro Alliana no Paraguai.
  • Colapso do Ueno Bank deixa cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às contas.
  • Ministério Público ordena investigação criminal e detenção de 8 dirigentes do banco.

O presidente da Câmara dos Deputados do Paraguai, Raúl Latorre (Partido Colorado, direita), convocou para esta 5ª feira (5.nov.2026) duas sessões extraordinárias para analisar moção de impeachment contra o presidente paraguaio Santiago Peña (Partido Colorado, direita) e contra o vice-presidente Pedro Alliana (Partido Colorado, direita). As informações são do jornal paraguaio ABC Color.

Os congressistas da oposição culpam o governo pela crise bancária desencadeada pelo colapso do Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras digitais do país, que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às suas contas.

Na 4ª feira (4.nov), 35 congressistas apresentaram pedidos de impeachment na Câmara dos Deputados, composta por 80 cadeiras, e solicitaram aos líderes do Congresso que convocassem uma sessão extraordinária para debater o futuro de Peña. Eles acusam o presidente de conflitos de interesse, uso indevido de fundos de pensão e acobertamento institucional relacionados à gestão do colapso do banco.

Até o momento, Peña não se pronunciou publicamente sobre o processo de impeachment. Em seu perfil no X na 4ª feira (4.nov), o presidente paraguaio instou os congressistas a priorizarem os interesses das pessoas prejudicadas pela crise e afirmou que os responsáveis ​​por irregularidades seriam levados à Justiça “sem exceção”.

Peña, um economista conservador que assumiu o cargo em 2023, foi acionista até março de 2025 do Grupo Vázquez, que controla o Ueno. O Ueno é um credor digital que cresceu rapidamente de uma fintech de nicho para um banco de médio porte, administrando atualmente cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos.

O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank na última 2ª feira (2.nov) depois de constatar que a empresa havia descumprido os requisitos mínimos de solvência, desencadeando uma crise que deixou seus cerca de 3 milhões de clientes –quase metade da população do Paraguai– sem acesso às suas contas.

As consequências forçaram a renúncia, na 3ª feira (3.nov), do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo. Na 4ª feira (4.nov), Peña anunciou a indicação do economista Raúl Vera Bogado para comandar o BCP. O presidente encaminhou ao Congresso o pedido de acordo constitucional para a nomeação. Vera já presidiu o Banco Central de 2001 a 2002.

O Ministério Público do país ordenou a abertura de uma investigação criminal e a detenção de 8 dirigentes e ex-dirigentes do Ueno Bank, incluindo o presidente da instituição, Juan Manuel Gustale, e o empresário Miguel Vázquez.

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