Na disputa pela Presidência da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), as propostas dos candidatos para a administração pública apontam possíveis caminhos diferentes para as contratações no serviço público federal. Nenhum dos dois programas estabelece metas específicas para o número de concursos públicos federais a serem realizados no próximo mandato.
Histórico recente de concursos
Entre 2016 e 2018, durante o governo de Michel Temer, foram autorizados 4.334 provimentos em 15 órgãos da administração pública federal. Entre 2019 e 2022, o governo Jair Bolsonaro autorizou 10.012 provimentos em 14 órgãos federais. Já entre 2023 e setembro de 2026, durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, foram autorizados 25.767 provimentos em 104 órgãos federais.
Para 2027, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional prevê R$ 1,3 bilhão para despesas com pessoal relacionadas a concursos e novas contratações no Poder Executivo federal, além de R$ 1,2 bilhão destinados a concursos e contratações em instituições federais de ensino.
O que propõe Flávio Bolsonaro (PL)
O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) prevê uma reforma administrativa voltada à modernização da estrutura do Estado e das carreiras do funcionalismo público. Entre as medidas previstas estão o corte de pelo menos 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e de despesas administrativas, além do combate aos chamados supersalários e penduricalhos.
Em nota enviada ao g1, a assessoria do candidato disse que “os concursos públicos federais serão mantidos e realizados de acordo com as necessidades e demandas para aperfeiçoar o atendimento à população, sempre priorizando a eficiência dos serviços prestados”.
O que propõe Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a continuidade da valorização do funcionalismo público e a ampliação das políticas de gestão de pessoas. O texto destaca a retomada do diálogo com os servidores e prevê o aprofundamento das medidas adotadas desde 2023.
Em nota enviada ao g1, a assessoria do candidato disse que vai manter e ampliar o modelo do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e dar continuidade à realização de concursos públicos para repor servidores. “Vamos manter e ampliar o modelo do Concurso Público Nacional Unificado, inovador e inclusivo, que representa um benefício para todos os envolvidos”, afirmou a campanha.



