Sábado, 31 de outubro de 2026 · São Paulo
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Flávio Bolsonaro diz sofrer perseguição de Moraes e anuncia reação jurídica

Senador, que está nos EUA, criticou decisão do STF que proibiu sua saída do Brasil e apreendeu seus passaportes após derrota eleitoral.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro classificou a apreensão de seus passaportes e a proibição de sair do Brasil como uma perseguição política.
  • O senador foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no 2º turno das eleições, com 48,21% dos votos contra 51,79% do petista.
  • Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27.out) e afirmou que liderará a oposição a partir dos Estados Unidos.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, na noite desta 6ª feira (30.out.2026), que considera uma perseguição política a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de deixar o Brasil. O parlamentar disse que seus advogados tomarão providências, embora não tenha detalhado quais medidas serão adotadas. A declaração foi feita durante uma live no Instagram, na 1ª aparição em vídeo do senador desde que deixou o Brasil, na 3ª feira (27.out), apesar da restrição judicial. “A parte jurídica, os advogados já vão tomar as providências”, declarou.

Flávio afirmou que está nos Estados Unidos acompanhado de sua mulher, Fernanda Bolsonaro, e de suas duas filhas. Segundo o senador, a situação tem sido difícil para a família, mas estar ao lado delas foi um dos motivos para deixar o país. “Pelo menos eu estou junto aqui com a minha esposa, com a Fernanda, junto com as minhas duas filhas”, declarou, acrescentando que o grupo ainda está abalado com os acontecimentos recentes.

Decisão de Moraes

O senador relatou que tomou conhecimento da decisão judicial na 2ª feira (26.out), ao sair da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após uma visita de 30 minutos. Conforme o relato, agentes da Polícia Federal o aguardavam na saída do imóvel para comunicar a apreensão de seus passaportes e a proibição de viajar ao exterior. “Pai, começou a perseguição, até um pouco antes do que eu imaginava que começaria”, afirmou ter dito ao ex-presidente. Flávio declarou que a medida foi tomada pouco depois do anúncio do resultado das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Flávio questionou a investigação sobre contas bancárias de uma empresa ligada a Willer Tomaz e negou qualquer envolvimento. O senador disse ainda que Moraes agiu sem ouvir previamente a Procuradoria Geral da República e classificou a medida como uma tentativa de intimidação. “Eu perdi para o sistema, eu não perdi para o meu adversário”, declarou. Flávio foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições, realizado em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% do senador.

Fuga do Brasil

Na 3ª feira (27.out), Flávio Bolsonaro deixou o Brasil acompanhado da família por se sentir ameaçado com eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal expediu o pedido de apreensão do passaporte 7 minutos depois de o TSE declarar o resultado da eleição, às 21h09 de 25 de outubro de 2026. O vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obteve 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio.

Em seu comunicado, Flávio fez diversas declarações, incluindo a autointitulação como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Ele elogiou o argentino Javier Milei e o norte-americano Donald Trump. O senador também contestou o resultado eleitoral, citando a extensão da votação até as 19h, embora apenas 34.808 votos tenham sido registrados entre 17h e 19h. Além disso, negou ter fugido, afirmando ter saído de um “regime de exceção” para liderar a oposição a partir do exterior.

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