Sábado, 24 de outubro de 2026 · São Paulo

Japão rumo a Marte e chuva de meteoros nos destaques da semana

Missão espacial rumo a Marte, pico da chuva de meteoros Oriônidas e fragmentos de estátuas de Ramsés II estão entre os principais fatos do período.

Em resumo

  • A sonda MMX foi lançada pelo Japão em um foguete H3 rumo a Marte para coletar amostras da lua Fobos.
  • A chuva de meteoros Oriônidas atingiu seu pico entre 21 e 22 de outubro, com até 20 meteoros por hora.
  • O último Mercúrio retrógrado de 2026 começa neste sábado (24), marcando o aparente movimento inverso do planeta.

Na segunda-feira (19), uma missão espacial importantíssima foi lançada rumo a Marte, com o objetivo de trazer à Terra amostras de uma das luas marcianas. A sonda MMX (Exploração das Luas de Marte, na sigla em inglês) decolou a bordo de um foguete H3 do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, e iniciou jornada de aproximadamente cinco anos para investigar Fobos e Deimos, os dois satélites naturais do Planeta Vermelho. Liderada pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), a missão pretende pousar em Fobos, recolher pelo menos dez gramas de material de sua superfície e transportá-lo de volta à Terra. Se tudo correr conforme o planejado, as amostras chegarão em 2031 e permitirão análises detalhadas em laboratórios terrestres.

O projeto conta ainda com a participação da NASA, de agências espaciais europeias e de outras instituições e empresas, responsáveis pelo desenvolvimento e fornecimento de instrumentos científicos e tecnologias essenciais para a operação.

Chuva de meteoros formada por restos do cometa Halley atinge o pico

A chuva de meteoros Oriônidas atingiu seu auge entre a noite de quarta (21) e a madrugada de quinta-feira (22). O fenômeno ocorre anualmente, entre 2 de outubro e 7 de novembro, mas o pico varia de um ano para outro, podendo ocorrer entre 21 e 23 de outubro. Nesse período, é possível observar de 10 a 20 meteoros por hora no céu. Essa chuva ocorre quando a Terra cruza a trilha de detritos deixada pelo cometa Halley, que passa pelo Sistema Solar interno a cada 76 anos. Ao entrar na atmosfera terrestre, essas partículas se incendeiam e produzem os rastros luminosos conhecidos como meteoros. O nome “Oriônidas” vem da Constelação de Órion, ponto do céu de onde esses rastros parecem surgir, localizado próximo à estrela Betelgeuse.

Fragmentos de estátuas do faraó Ramsés II são encontrados “sem querer” no Egito

Duas estátuas de um dos faraós mais longevos e importantes da história egípcia foram encontradas. A descoberta foi feita por Khaled el-Shahat, um trabalhador local que encontrou vestígios das peças em sua propriedade, na vila de Behbeit El Hagar, na província de Gharbia. Ao encontrar os fragmentos, Khaled informou o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, que enviou uma equipe de escavação ao local. A descoberta foi divulgada na semana passada em comunicado da organização no Facebook. A vila de Behbeit El Hagar faz parte de um importante sítio arqueológico do Baixo Egito. Às margens de uma ramificação do rio Nilo, o local abrigou um templo dedicado a Ísis, uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo.

Satélite russo chega a centenas de metros de equipamento dos EUA

Um satélite russo fez manobras para se aproximar de um equipamento comercial dos Estados Unidos que fornece imagens à Ucrânia. A movimentação levantou suspeitas entre especialistas, que consideram a possibilidade de espionagem ou até de um ataque em órbita. A aproximação entre os satélites chegou a poucas centenas de metros, segundo dados citados pela LeoLabs. Identificado como Kosmos 2612, o satélite já está se afastando do ICEYE-X36. Embora não haja confirmação de uma intenção hostil, a aproximação chama a atenção para os riscos enfrentados por equipamentos comerciais em meio às disputas militares entre potências.

Vai começar o último Mercúrio “retrógrado” de 2026 – o que isso significa

Neste sábado (24), tem início o último “Mercúrio retrógrado” de 2026. Para os que acreditam em astrologia, o termo parece um tanto assustador, haja vista que, segundo dizem, essa movimentação do planeta exerceria influências energéticas turbulentas sobre variadas áreas da vida. No entanto, não é isso que nos interessa aqui. Afinal, cientificamente: o que significa, de fato, Mercúrio estar retrógrado e por que isso acontece? De três a quatro vezes por ano, Mercúrio parece “andar para trás” pelo céu; Esses períodos marcam momentos em que o planeta está em aparente movimento retrógrado; A explicação astronômica para isso parte do princípio de que os planetas no Sistema Solar orbitam o Sol a diferentes distâncias e velocidades; Enquanto a Terra contorna o astro, nós podemos observar os outros planetas se movendo pelo nosso céu, seguindo seus próprios caminhos; Então, vez ou outra, pode parecer (do nosso ponto de vista) que um planeta mudou abruptamente de direção e começou a se mover ao contrário pelo céu.

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