Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 · São Paulo
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Após reunião com Lula, Durigan diz que não há ‘fórmula mágica’ na economia

Ministro da Fazenda afirmou que governo manterá compromissos fiscais e sociais após encontro de quatro horas no Palácio da Alvorada.

Em resumo

  • Dario Durigan afirmou que o governo manterá compromissos fiscais e sociais sem recorrer a fórmulas mágicas.
  • O Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, decisão que gera críticas de aliados do governo.
  • O mercado aguarda o anúncio de medidas de contenção de despesas para garantir a estabilidade econômica do país.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que não há “fórmula mágica” para a economia brasileira e que o governo Lula vai “manter compromissos fiscais” e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social. Durigan deu as declarações durante entrevista a jornalistas após participar de uma reunião, no Palácio da Alvorada, com o presidente Lula, ministros, ex-ministros e economistas. O encontro durou cerca de quatro horas.

Participaram da reunião com o presidente, além de Dario Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.

Após o encontro, Durigan não fez anúncios de medidas para equilibrar as contas públicas, que são aguardadas pelo mercado e por especialistas em finanças públicas. “A gente teve bastante convergência [na reunião], tanto nos diagnósticos quanto nos caminhos para o futuro. Não nos parece haver fórmula mágica e, sim, manutenção dos compromissos fiscais”, disse Durigan.

“Compromisso de seguir melhorando as contas públicas, com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado com as regras fiscais atuais. De modo que a gente siga melhorando tanto os indicadores sociais quanto o resultado das contas públicas do governo”, acrescentou. Questionado por jornalistas sobre ações concretas, Durigan afirmou que, na reunião desta quinta, não foram discutidas “medidas específicas”. Na sequência, afirmou que o governo tem compromisso de fazer “superávit” nos próximos anos.

Juros altos

A reunião com Lula aconteceu em um momento em que petistas criticam o Banco Central pelos juros altos e pedem mudanças na política monetária. Nesta quarta-feira, o Banco Central do Brasil interrompeu um ciclo de quedas e manteve em 13,75% ao ano a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Além disso, os aliados de Lula rejeitam um ajuste fiscal forte. Enquanto isso, o mercado está na espera do anúncio de medidas de contenção de despesas pelo governo. Economistas cobram um plano crível e consistente de redução do crescimento das despesas para garantir estabilidade na economia. Caso contrário, avaliam os especialistas, o país vai conviver com crescimento baixo, falta de recursos para programas e pressões inflacionárias.

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