Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 · São Paulo
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Turma do Pagode é entrevistado no g1 Ouviu desta quinta-feira (5)

Grupo falou sobre carreira, parcerias musicais, o projeto Turma Futebol Clube e a relação com novos artistas do gênero.

Em resumo

  • O Turma do Pagode discutiu o álbum Turma Futebol Clube, gravado ao vivo em uma quadra de futebol em São Paulo.
  • Os integrantes comentaram a importância de parcerias com novos grupos e a influência de nomes como Exaltasamba e Netinho de Paula.
  • O grupo abordou a pressão por posicionamento político de artistas e o desejo de gravar uma música com o cantor Bruno Mars.

O grupo Turma do Pagode foi o convidado do g1 Ouviu, podcast e videocast de música do g1, nesta quinta-feira (5). Formada em 1994 na Zona Norte de São Paulo, a banda conta com os músicos Leiz, Caramelo, Fabiano Art, Rubinho, Neni Art, Marcelinho TDP, Thiago e Leandro Filé. Entre seus principais hits estão “Lancinho”, “Camisa 10”, “Deixa em Off” e “Bebe e Vem Me Procurar”.

Turma Futebol Clube

Leizinho e Caramelo iniciaram a conversa falando sobre o projeto mais recente, o álbum Turma Futebol Clube, gravado ao vivo em uma quadra de futebol em São Paulo. “O pagode e o futebol são muito próximos. Dá pra montar grupo de pagode com ex-jogadores ou em atividade. Conseguimos unir essas paixões”, afirmou Leizinho. Caramelo complementou: “Se parar pra pensar, várias escolas de samba surgiram de time de futebol. Samba e futebol caminham lado a lado e as vezes parecem a mesma coisa”.

Carreira e parcerias

Sobre a música “Camisa 10”, Leizinho afirmou que foi um divisor de águas: “Essa música mudou nossa vida de um jeito bem legal. A gente estava num momento difícil da carreira”. Caramelo relembrou a parceria com o grupo Menos é Mais, iniciada em 2019, destacando que quem ganha com a amizade são os fãs. Ao comentar a colaboração com o Grupo Chocolate na faixa “Alô Virgínia”, Caramelo ressaltou a importância de apoiar novos talentos: “A gente tenta retribuir. Que todos defendam a bandeira do samba. Quanto mais surgirem, melhor para todos nós”.

Processo criativo e posicionamento

Caramelo explicou a preferência por álbuns ao vivo, afirmando que em estúdio o grupo se sente de “terno e gravata”. Ele detalhou que ensaiam bastante para evitar excessos na pós-produção. Sobre a mistura de gêneros, Leizinho citou “Deixa em Off”, que originalmente era uma vaneira. Os músicos também comentaram a pressão por posicionamento político, mencionando o caso de Jorge e Mateus. “Acaba meio que invadindo vida pessoal da pessoa. Pessoa não é obrigada a falar. É um direito do artista”, afirmou Leizinho. “Você tem direito a fazer o que quiser, mas tudo vai ter uma consequência”, completou Caramelo.

Leizinho ainda comentou sobre a carreira solo, afirmando que o grupo preza pela união e que nunca teve essa pretensão. Ao final, o músico revelou um desejo inusitado: “O Turma do Pagode sonha em gravar com o Bruno Mars. Mas ele cantando pagode”.

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