O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), pediu nesta 2ª feira (2.nov.2026) à Suprema Corte dos Estados Unidos que bloqueasse temporariamente a contagem de votos por correspondência de mais de 20.000 eleitores registrados na Califórnia. Segundo autoridades federais, esses eleitores provavelmente não são cidadãos norte-americanos. A informação é da Reuters.
A solicitação foi feita às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3ª feira (3.nov.2026). O Departamento de Justiça pediu uma medida cautelar para suspender a apuração dos votos contestados até que a cidadania de cada eleitor seja individualmente verificada.
Um tribunal federal de apelações havia rejeitado pedido semelhante na 6ª feira (30.out.2026). A lista com os nomes dos mais de 20.000 eleitores questionados foi compilada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e encaminhada às autoridades da Califórnia e do condado de Los Angeles.
A ação representa uma rara intervenção federal no processo eleitoral norte-americano. A Constituição dos EUA atribui aos Estados a responsabilidade de organizar as eleições, embora o governo federal exerça algum nível de supervisão. Não é a 1ª tentativa do governo Trump de contestar regras eleitorais na Justiça. Em setembro, a Suprema Corte rejeitou uma iniciativa anterior do governo para restringir o voto por correspondência, modalidade mais utilizada por eleitores com tendência democrata.
As eleições de meio de mandato, chamadas de midterms, são realizadas no meio do mandato presidencial, a cada 2 anos. Elas definem todos os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 integrantes do Senado. Mais de 57 milhões de eleitores norte-americanos já registraram votos antecipados, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida.
Trump tem criticado o processo eleitoral. Em 27 de outubro, disse que respeitará os resultados das eleições de meio de mandato do país se o pleito for “honesto”.



















