Manifestações contra o aumento do custo de vida se espalharam por diversos países da Europa. Na França, estudantes que organizam protestos há semanas uniram-se neste sábado (17) a outros movimentos sociais. Mesmo com o cair da noite em Paris, os atos continuaram, registrando episódios de quebra-quebra nas ruas.
Situação na França
Esta é a terceira semana de manifestações no país, motivadas por cortes na educação, falta de professores e condições precárias nas escolas. Os estudantes contaram com o apoio de centrais sindicais e do grupo coletes amarelos, que surgiu em 2018 contra a alta dos combustíveis. Neste sábado, esses movimentos se uniram para protestar contra o aumento do custo de vida.
Em diversas cidades francesas houve confronto com a polícia, que voltou a ser autorizada a utilizar granadas de efeito moral. Em Paris, manifestantes queimaram carros e uma ambulância, enquanto em Lyon o prédio do escritório de turismo da cidade foi incendiado. Somente neste sábado, 1,2 mil pessoas foram detidas. O governo estima a presença de mais de meio milhão de manifestantes em todo o país, enquanto os organizadores falam em 800 mil.
O presidente Emanuel Macron classificou os manifestantes como violentos e semeadores do caos, afirmando que eles impedem que os participantes pacíficos façam suas reivindicações.
Outros países europeus
Na Bélgica, milhares de jovens reuniram-se em Bruxelas para protestar contra o aumento dos custos da educação e reformas que, segundo os estudantes, podem tornar o ensino superior menos acessível. Na Itália, estudantes foram às ruas exigindo mais recursos para a educação e menos investimentos em armas e guerras. Em Milão, a principal praça da cidade foi palco de confrontos entre manifestantes e a polícia.
Embora as manifestações apresentem diferenças entre cada país, todas revelam um cenário de crescente insatisfação social com o aumento do custo de vida. Em Portugal, milhares de pessoas foram às ruas para cobrar melhores salários, aposentadorias e serviços públicos, além de medidas para enfrentar o encarecimento dos aluguéis.



