Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo

Protestos contra o aumento do custo de vida se espalham por diversos países da Europa

Manifestações em nações como França, Bélgica, Itália e Portugal reúnem milhares de pessoas em meio à crescente insatisfação social com a economia.

Em resumo

  • Manifestações contra o custo de vida ocorrem na França, Bélgica, Itália e Portugal.
  • Na França, 1,2 mil pessoas foram detidas neste sábado em meio a confrontos e incêndios.
  • Os protestos reúnem estudantes e sindicatos que exigem melhores salários, serviços públicos e investimentos em educação.

Manifestações contra o aumento do custo de vida se espalharam por diversos países da Europa. Na França, estudantes que organizam protestos há semanas uniram-se neste sábado (17) a outros movimentos sociais. Mesmo com o cair da noite em Paris, os atos continuaram, registrando episódios de quebra-quebra nas ruas.

Situação na França

Esta é a terceira semana de manifestações no país, motivadas por cortes na educação, falta de professores e condições precárias nas escolas. Os estudantes contaram com o apoio de centrais sindicais e do grupo coletes amarelos, que surgiu em 2018 contra a alta dos combustíveis. Neste sábado, esses movimentos se uniram para protestar contra o aumento do custo de vida.

Em diversas cidades francesas houve confronto com a polícia, que voltou a ser autorizada a utilizar granadas de efeito moral. Em Paris, manifestantes queimaram carros e uma ambulância, enquanto em Lyon o prédio do escritório de turismo da cidade foi incendiado. Somente neste sábado, 1,2 mil pessoas foram detidas. O governo estima a presença de mais de meio milhão de manifestantes em todo o país, enquanto os organizadores falam em 800 mil.

O presidente Emanuel Macron classificou os manifestantes como violentos e semeadores do caos, afirmando que eles impedem que os participantes pacíficos façam suas reivindicações.

Outros países europeus

Na Bélgica, milhares de jovens reuniram-se em Bruxelas para protestar contra o aumento dos custos da educação e reformas que, segundo os estudantes, podem tornar o ensino superior menos acessível. Na Itália, estudantes foram às ruas exigindo mais recursos para a educação e menos investimentos em armas e guerras. Em Milão, a principal praça da cidade foi palco de confrontos entre manifestantes e a polícia.

Embora as manifestações apresentem diferenças entre cada país, todas revelam um cenário de crescente insatisfação social com o aumento do custo de vida. Em Portugal, milhares de pessoas foram às ruas para cobrar melhores salários, aposentadorias e serviços públicos, além de medidas para enfrentar o encarecimento dos aluguéis.