Segunda-feira, 26 de outubro de 2026 · São Paulo

Projeto de lei facilita captação de crédito privado para produtores rurais

Proposta cria o Fiagro Livre para simplificar a emissão de CPRs por agricultores e pequenos e médios produtores na Câmara.

Em resumo

  • Projeto de Lei 3117/26 cria o marco do crédito privado desburocratizado do agronegócio (Fiagro Livre).
  • Proposta dispensa reconhecimento de firma e usa assinatura digital para emissão de CPRs.
  • Texto tramita em caráter conclusivo nas comissões da Câmara dos Deputados.

O Projeto de Lei 3117/26 cria o marco do crédito privado desburocratizado do agronegócio (Fiagro Livre) na Câmara dos Deputados, com o objetivo de simplificar a emissão de títulos de crédito (CPR) por agricultores familiares e pequenos e médios produtores, facilitando o acesso ao crédito privado.

Pela proposta em tramitação, a emissão de títulos de crédito pelo produtor poderá ser feita por meio eletrônico, com assinatura digital, dispensando o reconhecimento de firma em cartório. Além disso, a documentação exigida será limitada ao estritamente necessário para identificar o produtor e a operação.

As CPRs emitidas poderão contar com uma garantia complementar de fundos garantidores autorizados pelo governo. O texto proíbe órgãos públicos de exigirem documentos adicionais que não estejam previstos na lei e determina que o governo promova um programa de educação financeira voltado ao produtor.

Quais são os argumentos do autor?

O autor do projeto, deputado José Medeiros (PL-MT), argumentou que os produtores rurais estão enfrentando dificuldade para acessar o crédito rural tradicional, devido aos altos custos, escassez de recursos subsidiados e burocracia.

"Enquanto grandes grupos econômicos conseguem captar recursos diretamente no mercado financeiro, emitir títulos e acessar fundos de investimento, milhares de produtores permanecem dependentes de processos burocráticos lentos e frequentemente incompatíveis com o calendário agrícola", justificou o parlamentar.

Próximos passos

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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