Terça-feira, 27 de outubro de 2026 · São Paulo

Prefeitura de Feira aguarda notificação da ANPD após vazamento

Município foi punido pela divulgação de dados médicos de 1.241 pessoas no Diário Oficial em setembro de 2025.

Em resumo

  • Prefeitura de Feira de Santana aguarda comunicação oficial da ANPD após punição por vazamento de dados.
  • Dados médicos de 1.241 pessoas foram divulgados no Diário Oficial em setembro de 2025.
  • ANPD concluiu que o município cometeu seis infrações à LGPD, incluindo exposição de diagnósticos de saúde.

A Prefeitura de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, informou que aguarda ser oficialmente comunicada sobre a decisão da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que puniu o município pela divulgação de dados médicos de 1.241 pessoas no Diário Oficial, em setembro de 2025.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município afirmou que, desde que tomou conhecimento do caso, a administração municipal tem adotado providências para apurar o ocorrido e aprimorar os procedimentos de segurança e proteção de dados pessoais.

Segundo a prefeitura, após receber a comunicação formal da decisão, a Procuradoria vai analisar os termos da determinação e avaliar as medidas administrativas e jurídicas cabíveis, incluindo os prazos estabelecidos. O município também reafirmou o compromisso com o cumprimento da legislação e a proteção de dados pessoais.

A ANPD concluiu que a prefeitura cometeu seis infrações à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Entre as irregularidades identificadas estão a exposição pública de informações que deveriam ser protegidas, a falta de medidas de segurança adequadas e a ausência de comunicação do incidente à agência e às pessoas afetadas.

Como sanções, a prefeitura recebeu uma advertência e foi obrigada a publicar um aviso sobre a infração na primeira página do site institucional durante seis meses. O município também deverá adotar medidas corretivas para evitar novos vazamentos.

O caso ocorreu em 20 de setembro de 2025, quando a prefeitura publicou uma lista com nomes de pessoas que teriam o benefício do Passe Livre no transporte coletivo suspenso por determinação judicial. O documento também expôs informações de saúde, incluindo diagnósticos de HIV, anemia falciforme e fibromialgia.

Na época, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) informou que a divulgação ocorreu devido a uma falha no sistema. A edição do Diário Oficial foi retirada do ar no mesmo dia, e a prefeitura informou que havia aberto uma sindicância interna para investigar o caso.

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