Terça-feira, 3 de novembro de 2026 · São Paulo
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Paulo Paim defende diálogo para governabilidade no Senado

Em pronunciamento, o senador destacou que a política exige respeito e que divergências partidárias não devem prejudicar a população.

Em resumo

  • O senador Paulo Paim defendeu o diálogo político e o respeito ao resultado das eleições em discurso nesta terça-feira (3).
  • Paim destacou que a oposição não tem maioria absoluta e que a governabilidade exige a construção de acordos institucionais.
  • O parlamentar citou como prioridades a tarifa zero no transporte e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu, nesta terça-feira (3), o diálogo entre diferentes correntes políticas e a análise das propostas pelo interesse público durante pronunciamento no Plenário. O parlamentar afirmou que o resultado das eleições de outubro deve ser respeitado e que divergências partidárias não podem impedir a adoção de medidas que beneficiem a população brasileira.

Durante seu discurso, Paim observou que, embora a oposição tenha conquistado uma votação expressiva tanto para o Senado quanto para a Câmara dos Deputados, esse desempenho nas urnas não lhe confere maioria automática para aprovar ou rejeitar todas as matérias em tramitação no Congresso.

Para o parlamentar, que está se despedindo do Parlamento após 40 anos de vida pública, a governabilidade depende essencialmente da capacidade de construir acordos, mantendo a prerrogativa da fiscalização e das críticas ao governo. “A política não se faz com ódio nem com radicalismo, sectarismo. A política se faz com diálogo, respeito e capacidade de ouvir, inclusive quem pensa diferente”, afirmou o senador.

O parlamentar ressaltou que a atuação política deve ser orientada estritamente pelo bem comum, deixando de lado disputas partidárias. Entre as iniciativas que classificou como prioritárias, Paim citou expressamente a proposta de tarifa zero no transporte coletivo e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), matéria que entrou na pauta do Plenário da mesma terça-feira.

“O que importa não é a vitória de um partido ou de um grupo político: o que importa é a vitória do povo brasileiro”, concluiu o senador ao reforçar a necessidade de cooperação institucional e respeito aos resultados das urnas na tribuna do Senado Federal.

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