Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo

Oposição venezuelana reafirma liderança de María Corina Machado

A Plataforma Unitária apresentou neste domingo (18) um "Grande Acordo Nacional" que confirma a premiada María Corina Machado como líder.

Em resumo

  • A oposição venezuelana apresentou o Grande Acordo Nacional em Caracas neste domingo (18).
  • O documento ratifica María Corina Machado como líder e exige a libertação de presos políticos.
  • O Vente Venezuela defende a realização de eleições em 2027 e um calendário eleitoral.

A oposição venezuelana apresentou, neste domingo (18), um “Grande Acordo Nacional” que confirma a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado como sua líder. O anúncio ocorre em um momento em que uma facção da oposição negocia com o governo interino uma transição democrática no país.

Os membros da Plataforma Unitária concordaram em “ratificar o mandato de mudança política expresso pelos venezuelanos por meio de seu voto, e reconhecer e apoiar a liderança de María Corina Machado”, que está exilada no Panamá. A decisão consta do documento final apresentado ao término de uma reunião em Caracas.

“Vamos avançar agora em uma das iniciativas que, para mim, é das mais poderosas, potentes e necessárias, e que será reconhecida pelo mundo, que é o nosso grande acordo para a reconstrução da República. Um grande acordo nacional”, disse Machado em um vídeo transmitido durante o ato.

Redemocratização

Os representantes políticos apresentaram 14 propostas para a redemocratização do país e para a implementação de um roteiro para eleições gerais. Também concordaram em promover estratégias de transição com atores nacionais e internacionais para facilitar as negociações políticas e a reinstitucionalização do Estado.

Os membros também concordaram em “exigir a libertação total e incondicional dos presos políticos, o retorno dos exilados, o fim da repressão política (…), a anulação das inabilitações e dos procedimentos administrativos contra organizações políticas, e a promoção de políticas para proteger os direitos humanos”.

A Plataforma considera necessário “apoiar o roteiro democrático para alcançar um processo ordenado e pacífico que permita negociações efetivas e a realização de eleições livres, competitivas e verificáveis”. O documento, no entanto, não define uma data para as eleições. Já o Vente Venezuela, partido de Machado, defende a realização de eleições em 2027 e a definição de um calendário eleitoral.