Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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Mulher que matou companheiro a facada em Espinosa agiu em legítima defesa

Investigação da Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que mulher agiu para se defender de agressões do companheiro em junho deste ano.

Em resumo

  • Investigação concluiu que mulher que matou companheiro a facada em Espinosa agiu em legítima defesa.
  • O crime ocorreu na zona rural de Espinosa em junho deste ano após agressões com cadeira e tentativa de esganadura.
  • O inquérito foi concluído em 16 de agosto sem indiciamento e encaminhado para arquivamento pelo Poder Judiciário.

As investigações da Polícia Civil concluíram que a mulher que matou o companheiro com um golpe de faca, na zona rural de Espinosa, agiu em legítima defesa. O caso ocorreu em junho deste ano, e na época, a mulher foi presa em flagrante e disse aos militares que havia agredido o companheiro com uma faca para se defender, conforme noticiou o g1.

A mesma versão foi apresentada pela mulher em depoimento à Polícia Civil. “Segundo a versão apresentada pela investigada, o homem iniciou as agressões, arremessando uma cadeira contra ela e, em seguida, segurando-a pelo pescoço. Para se defender, ela teria pegado uma faca que estava próxima e desferido um golpe na região do pescoço do companheiro”.

Segundo a PCMG, o laudo de necropsia confirmou que a vítima sofreu uma única lesão causada por instrumento perfurocortante, que provocou uma hemorragia fatal.

Para esclarecer o caso, a investigação incluiu depoimentos, exames periciais e uma reprodução simulada dos fatos. De acordo com a polícia, o procedimento permitiu confrontar a versão apresentada pelos envolvidos com as características do local e os vestígios encontrados.

“O laudo da reprodução simulada concluiu que a narrativa da mulher era compatível com a posição dos elementos no imóvel, a lesão identificada na vítima e os demais vestígios examinados. A apuração também reuniu elementos de conflitos anteriores entre o casal e de possíveis agressões sofridas pela investigada”.

O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (16), sem indiciamento, e o relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário, com manifestação da Polícia Civil pelo arquivamento do caso.